TSE forma maioria para proibir Meta de limitar alcance de candidatos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consolidou, nesta sexta-feira (16), maioria para validar uma decisão monocrática do ministro Marco Aurélio Belizze. O magistrado determinou que a Meta não pode limitar a entrega de conteúdos que mencionem candidatos à Presidência da República, garantindo a isonomia no tratamento das publicações.

Placar e alcance da decisão

A votação, que ocorre em ambiente virtual, já conta com quatro votos favoráveis entre os sete ministros da Corte. Além do relator, Marco Aurélio Belizze, acompanharam o entendimento os ministros Floriano de Azevedo Marques, André Mendonça e Estela Aranha. O julgamento segue em curso para a coleta dos votos remanescentes.

A determinação abrange as plataformas operadas pela Meta, com foco especial no Facebook. A empresa está proibida de aplicar qualquer mecanismo de redução no alcance de postagens, bem como de excluir recomendações ou restringir o acesso via ferramentas de busca. O descumprimento das ordens judiciais resultará em uma multa diária fixada em R$ 500 mil.

Origem do conflito judicial

O impasse teve início após a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionar o TSE. A coligação apontou que as ferramentas de inteligência artificial da Meta bloqueavam a geração de imagens de Lula, enquanto permitiam livremente a criação de conteúdos visuais relacionados ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Resposta da Meta

Em sua defesa, a empresa alegou que as limitações foram implementadas em resposta a diretrizes anteriores da própria Justiça Eleitoral, que teria restringido a recomendação de nomes na disputa.

“Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, afirmou a empresa.

O caso reforça a postura da Justiça Eleitoral brasileira em monitorar de perto as práticas das big techs durante o período de campanha, exigindo que as plataformas garantam um ambiente de neutralidade tecnológica e equidade informacional entre os concorrentes ao pleito.

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