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Primeira fase da Ferrovia de Mato Grosso se destaca por ações de preservação da fauna e da flora mato-grossense

Perto de inaugurar a primeira etapa da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, a concessionária Rumo divulgou os resultados de programas ambientais que desenvolve para a proteção da fauna e flora, em Mato Grosso. As imagens da diversidade de vegetação e animais impressionam. São macacos, onças, tamanduás, entre outros animais de menor porte, como pássaros, cobras e sapos, além de dezenas de espécies vegetais nativas do bioma Cerrado.

Ao longo da implantação do trecho de 162 km, entre Rondonópolis e o terminal ferroviário da BR-070, em Dom Aquino, a obra se consolidou como um dos maiores projetos de monitoramento e preservação ambiental realizados atualmente no estado de Mato Grosso. Mesmo diante de uma intervenção de engenharia de grande porte, que envolveu a construção de 23 obras de arte especiais e 300 mil unidades de dormentes, além de milhares de toneladas de lastros e trilhos, o projeto da Ferrovia de Mato Grosso garante uma série de ações voltadas à proteção da fauna e da flora do Cerrado. Isso inclui a conservação da biodiversidade e a conexão ecológica das espécies presentes na região.

Os programas ambientais desenvolvidos pela Rumo fazem parte das condicionantes estabelecidas para o licenciamento pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) no Plano Básico Ambiental (PBA) da ferrovia. Entre 2023 e 2025, os quatro programas de proteção à fauna executados durante a implantação registraram mais de 65 mil ocorrências de animais silvestres.

Somente em 2025, o programa de monitoramento registrou mais de 24 mil ocorrências de fauna, envolvendo 764 espécies diferentes. Entre elas, foram identificadas 19 espécies ameaçadas de extinção, como, por exemplo, a anta (Tapirus terrestris), o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) e o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), entre outros. O trabalho de fauna envolve o monitoramento contínuo em áreas próximas à ferrovia, permitindo acompanhar o comportamento das espécies e orientar para possíveis medidas de mitigação de impactos.

Outro destaque foi o resgate de mais de 2.870 animais silvestres durante as obras. O trabalho contemplou mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes, além do manejo de 13 colmeias de abelhas nativas e do monitoramento de 30 ninhos de aves.

Divulgação

A nova ferrovia foi executada com estruturas que garantem a passagem segura de animais

Para manter o fluxo natural da fauna e reduzir riscos de atropelamentos, a Ferrovia de Mato Grosso foi planejada com estruturas específicas de travessia para animais. Ao todo, 32 passagens inferiores já são monitoradas ao longo do traçado desta primeira fase. Outras cinco passagens superiores, destinadas aos animais arborícolas, estão em fase de implantação.

Um viaduto vegetado, projetado para permitir a travessia segura da fauna sobre um trecho da ferrovia, com cultivo de plantas nativas e manutenção dos corredores ecológicos, está em fase de finalização. De acordo com a Rumo, o cultivo das mudas está programado para ser realizado com chegada do próximo período chuvoso, entre julho e setembro.

“Os programas de proteção à fauna e flora fazem parte do cotidiano do trabalho desempenhado pela Rumo, tanto na fase de operação quanto nas obras de expansão da Ferrovia de Mato Grosso. É por meio desses programas que conseguimos minimizar os impactos causados sobre a biodiversidade, além de garantir o fluxo ecológico e permitir que esses animais continuem contribuindo para o equilíbrio da biota na região”, explica a gerente consultiva da Rumo, Paula Tagliari.

Conservação e recuperação: as ações da companhia para preservação da vegetação nativa do Cerrado

Durante a implantação da ferrovia, foram realizados estudos para identificar espécies vegetais com maior interação ecológica com a fauna local. O resultado orientou o plantio de aproximadamente 170 mil mudas de espécies nativas ao longo do empreendimento ou no estado.

Além disso, mais de 140 espécies vegetais foram resgatadas e transplantadas de uma área para outra em Mato Grosso, contribuindo para a conservação da flora regional.

Outro legado ambiental importante é a implantação de um Viveiro Sustentável voltado à produção de mudas nativas, educação ambiental e desenvolvimento de práticas sustentáveis relacionadas à recuperação de áreas naturais. Esta unidade está em fase de finalização no Terminal de Rondonópolis e terá capacidade para produção de cinco mil mudas de plantas nativas por ano.

“Ao reunir logística, desenvolvimento econômico, educação e preservação ambiental, a Ferrovia de Mato Grosso demonstra que grandes obras de infraestrutura podem avançar juntamente com ações concretas de proteção da fauna e da flora. Em Mato Grosso, a Rumo contribui para a conservação do Cerrado e para a manutenção da biodiversidade dos municípios por onde passa”, conclui Paula Tagliari. (com Crop Assessoria Rumo)

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