Investigações do Ministério Público e da Polícia Civil apontam que integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) pretendiam ampliar um suposto esquema ligado ao transporte coletivo para áreas da saúde e organizações não governamentais em São Paulo. Segundo as apurações, a estratégia buscaria inserir empresas ligadas ao grupo em contratos públicos de outros setores.
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Diálogos interceptados durante a investigação indicam que um dos empresários investigados mencionou a criação de uma ONG. O Ministério Público afirma que a iniciativa poderia reproduzir, em novas áreas, o modelo de atuação apurado no sistema municipal de ônibus. As suspeitas ainda dependem da conclusão das investigações e da análise da Justiça.
De acordo com os investigadores, pelo menos 12 das 22 empresas do transporte coletivo da capital paulista estariam sob influência da facção. A apuração também identificou indícios de financiamento de campanhas políticas nas eleições municipais de 2024, com base em mensagens extraídas de celulares apreendidos.
A Operação Vectura Corrupta cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão. Nove suspeitos haviam sido presos até a atualização divulgada pela CNN Brasil. Empresas e pessoas citadas negaram envolvimento com atividades ilícitas ou disseram que pretendem comprovar inocência.
A prefeitura informou que adotou medidas de intervenção em empresas investigadas e mantém colaboração com as autoridades. O caso permanece sob apuração e integra a cobertura de segurança pública do Canaã Notícias.

