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Pastora Helena Raquel incentiva vítimas a denunciarem violência doméstica

A pastora Helena Raquel no congresso Gideões 2026. (Foto: Reprodução/YouTube/Gideões Missionários da Última Hora)

A pastora Helena Raquel fez um apelo contundente em um dos maiores eventos evangélicos do país, o 41º Congresso dos Gideões, em Camboriú (SC), no último sábado (2). Ela alertou mulheres vítimas de violência doméstica para que parem de orar por seus agressores e tomem a atitude de denunciá-los. A declaração (vídeo abaixo), baseada na passagem bíblica de Juízes 19, que relata um ato de violência contra uma mulher, viralizou nas redes sociais, gerando um amplo debate sobre o papel da igreja no combate a essas violências.

A pregação da pastora abordou a tendência observada em algumas comunidades religiosas de orientar vítimas a não denunciarem agressores, muitas vezes para “evitar escândalos”. Helena Raquel destacou que essa abordagem vai contra o que a Bíblia sugere em versículos como o 30 de Juízes 19, que convoca à reflexão sobre a gravidade dos atos. Ela afirmou que muitas mulheres em igrejas evangélicas recebem o conselho de “orar para Jesus salvar”, o que ela considera equivocado.

“Para de orar por ele hoje. Deus me trouxe aqui para usar os minutos que pregadores no Brasil gostariam de usar para salvar tua vida da morte”, disse a pastora, direcionando-se às vítimas. Ela as encorajou a mudarem o foco da oração para si mesmas, buscando coragem para realizar a denúncia em delegacias especializadas, ligar para pessoas de confiança em busca de um local seguro e, crucialmente, não acreditar em pedidos de desculpas de agressores, pois “quem agride, mata”.

A orientação para pais e o alerta contra abusadores disfarçados

Helena Raquel também se dirigiu aos pais de vítimas, alertando-os contra a ideia de que um agressor seria “ungido” e, portanto, intocável. Citando a passagem bíblica que pede para não tocar nos ungidos de Deus, ela ressaltou com veemência que pedófilos e abusadores são criminosos e não representantes divinos.

Ela conclamou os pais a abandonarem igrejas que contestam a palavra de seus filhos e a realizarem denúncias imediatas para evitar traumas futuros.

A pastora foi enfática ao afirmar que a figura de um pastor e a de um abusador são incompatíveis: “Não existe capacidade de se encontrar, na mesma figura, um pastor e um abusador; ou é pastor, ou é abusador. Saia daí agora”.

Igreja não pode mais se omitir, defende pastora

Em suas redes sociais, a pastora Helena Raquel reiterou sua mensagem, enfatizando que a igreja não pode mais se omitir diante de casos de abuso. Ela declarou que nenhuma unção ou chamado justifica abuso ou agressão, e que quem fere e violenta não representa a Deus. “Se agride, não representa Deus. Ungido não é abusador. Ungido não é agressor”, pontuou.

Ela argumentou que, quando um líder religioso fere, oprime ou violenta, não se trata de autoridade espiritual, mas sim de pecado, que deve ser confrontado e não protegido. “O silêncio nunca foi a vontade de Deus. A igreja precisa voltar a ser lugar de cura, não de medo. E, onde há verdade, há libertação”, acrescentou.

Para auxiliar as vítimas, a pastora disponibilizou os números do Disque 100, canal para denúncias de violações de direitos humanos e abuso infantil, e do Ligue 180, central de atendimento à mulher para escuta e orientação especializada.

Senadora Damares Alves elogia postura e divulga dados preocupantes

A senadora Damares Alves elogiou publicamente a coragem da pastora Helena Raquel em abordar um tema tão delicado em um evento de grande visibilidade evangélica.

“Eu vivi para assistir este vídeo. Imaginem como estou chorando de alegria. Obrigada pastora Helena Raquel por sua coragem. Sei de seu compromisso com a proteção de nossas irmãs”, declarou Damares.

A senadora aproveitou a ocasião para compartilhar dados alarmantes sobre a violência doméstica no meio evangélico, citando uma pesquisa que indica que mais de 42% das mulheres evangélicas entrevistadas já foram vítimas de alguma forma de violência doméstica. Ela incentivou a disseminação da pesquisa como ferramenta de conscientização e para “salvar uma mulher”.

Folha Gospel com informações de Guia-me

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