O Ministério Público de Mato Grosso deflagrou a Operação Emenda Oculta, mirando um suposto esquema de corrupção envolvendo o direcionamento irregular de emendas parlamentares.
A ofensiva, coordenada pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), investiga o repasse de verbas públicas para institutos privados que teriam ligações diretas com agentes políticos das esferas estadual e municipal.
Com o apoio da Polícia Judiciária Civil e da Controladoria-Geral do Estado, a ação busca desmantelar a rede que utilizava recursos destinados ao bem-estar social para fins ilícitos.
Durante o cumprimento das medidas de busca e apreensão, que atingiram oito pessoas físicas e jurídicas, os investigadores apreenderam aproximadamente R$ 200 mil em espécie. Além do dinheiro, celulares, notebooks e farta documentação foram recolhidos e passarão por perícia técnica para consolidar as provas do esquema.
Para garantir o ressarcimento ao erário e o aprofundamento da investigação, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso autorizou a indisponibilidade de bens, o bloqueio de contas bancárias e a quebra dos sigilos fiscal e bancário de todos os alvos da operação.
A força-tarefa contou com uma estrutura robusta, envolvendo servidores da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), da Delegacia de Crimes Fazendários e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
O material apreendido é considerado peça-chave para identificar como o fluxo financeiro era operado e se havia a participação de outros parlamentares ou testas de ferro no esquema de desvios. O Ministério Público reforça que a operação visa proteger a integridade do orçamento público e garantir que as emendas parlamentares cumpram seu papel institucional de servir à sociedade.
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