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Criada pela Unemat, nova variedade de maracujá promete frutos mais cheios e maior rendimento ao produtor em Mato Grosso

Conhecido mundialmente pela potência da produção de grãos e pela pecuária, Mato Grosso agora ganha destaque no mapa da inovação frutícola.

Após mais de 15 anos de pesquisas conduzidas pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), o estado celebra o avanço da Unemat Conquista, uma cultivar de maracujazeiro-azedo desenvolvida e adaptada às particularidades do clima e do solo regional, devidamente registrada no Ministério da Agricultura (MAPA).

O projeto é fruto do Programa de Melhoramento Genético da instituição e promete transformar o rendimento das lavouras e a experiência de consumo na mesa dos brasileiros.

Mais polpa e menos casca: o trunfo genético

Um dos maiores motivos de frustração para quem compra maracujá é encontrar frutos pesados, de casca grossa e com interior quase vazio. A seleção genética desenvolvida no campus da Unemat em Tangará da Serra trabalhou exatamente para corrigir esse gargalo.

Os testes de campo apontam números expressivos no manejo da variedade:

  • Rendimento de polpa: atinge cerca de 40% do peso total do fruto;

  • Espessura da casca: reduzida a apenas 4 mm;

  • Massa média: frutos robustos, pesando cerca de 227 gramas;

  • Produtividade: marca superior a 38 mil quilos por hectare já no primeiro ano de colheita.

A variedade apresenta equilíbrio ideal entre acidez e teor de açúcares, atendendo tanto ao mercado de frutas frescas (in natura) quanto à agroindústria de polpas, doces e sucos.

Uma jornada de 15 anos de pesquisa em Mato Grosso

A trajetória da cultivar começou em 2009, a partir do cruzamento controlado de oito linhagens genéticas. O trabalho envolveu sucessivas gerações de seleção estatística até o lançamento da versão precursora (Solar, em 2019) e o registro oficial do modelo Conquista em 2024.

Atualmente, o plantio e a multiplicação das sementes ocorrem na área experimental da universidade em Tangará da Serra e em propriedades de pequenos agricultores familiares da região.

Embora o modelo comercial ainda esteja em fase de expansão, lotes de sementes já foram entregues a produtores locais e enviados para experimentação em mais de dez estados brasileiros, sinalizando o potencial de ganho de escala para a fruticultura nacional.

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