Mesmo durante o período de estiagem, a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Vigilância Ambiental e da equipe de agentes de endemias, mantém o trabalho contínuo de combate ao Aedes aegypti. A supervisora de Vigilância em Saúde do município, enfermeira Cláudia Engelmann, destacou a importância das ações diárias de vistoria em imóveis e apresentou os números mais recentes sobre a proliferação e os casos das arboviroses no município.
Monitoramento estratégico com ovitrampas
Para mapear a presença do mosquito, o município conta com a tecnologia das ovitrampas. Pelo quinto mês consecutivo, mais de 300 armadilhas estão distribuídas em 100% do território urbano.
“A ovitrampa é um potinho instalado em residências que monitora um raio de até 200 metros ao redor. Ela atrai o mosquito para depositar os ovos, que são recolhidos antes de eclodirem e contados em laboratório. Isso nos dá um retrato fiel de onde a infestação está mais alta”, explicou Cláudia Engelmann.
Apesar da seca, a última instalação realizada no mês de julho apontou que 62% das ovitrampas positivaram para ovos do mosquito. A partir desses dados, os agentes de endemias retornam aos locais críticos para intensificar as buscas e eliminar os focos. A supervisora ressaltou que, mesmo sem chuvas, o mosquito tem encontrado locais com água parada, como ralos, vasos de plantas, piscinas sem tratamento e pequenos recipientes.
Sorotipo 3 volta a circular e acende alerta
Até a 27ª semana epidemiológica (11 de julho), Lucas do Rio Verde registrou:
173 casos confirmados de dengue;
149 casos em investigação (aguardando laudos laboratoriais);
2 óbitos confirmados por dengue;
2 casos confirmados de chikungunya (uma redução significativa em relação aos mais de 800 casos registrados no ano anterior).
Um dos fatores de maior atenção apontados pela supervisora é a identificação do sorotipo 3 da dengue na cidade, um vírus que não circulava na região há muitos anos.
“Nossa região tinha maior circulação dos sorotipos 1 e 2. Como uma pessoa pode contrair dengue até quatro vezes por conta dos diferentes sorotipos, a chegada do sorotipo 3 contribui diretamente para o aumento de novos casos”, alertou
Ações de bloqueio, vacinação e canal de denúncias
Além das visitas diárias e do uso das ovitrampas, a Vigilância aplica o Borrifamento Residual Intradomiciliar (BRI) em locais de alta circulação de pessoas (como escolas e unidades de saúde) e o bloqueio químico (conhecido como “fumacê”), direcionado ao raio de residências com casos suspeitos.
A supervisora reforçou ainda a relevância da vacina contra a dengue, disponível na rede pública para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
A população pode colaborar mantendo os quintais limpos, recebendo os agentes de endemias e realizando denúncias ou solicitações de vistoria através dos canais da Vigilância em Saúde:
Telefone fixo: (65) 3548-2508
WhatsApp geral da Prefeitura:(65) 3549-8300 (selecionar a opção Vigilância em Saúde / Vigilância Ambiental)
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