A BYD transformou sua recarga ultrarrápida em uma operação de escala nacional, alcançando 10.000 estações Flash Charging espalhadas por 325 cidades da China.
A marca confirmou o número durante a inauguração da estação principal Shenzhen Longhua Flash Charging, realizada em 28 de agosto e escolhida para representar o marco.
Segundo a fabricante, sua rede já forneceu acumuladamente 210 milhões de kWh, mostrando o crescimento acelerado da infraestrutura criada para sustentar seus EVs mais recentes.
He Zhiqi, vice-presidente executivo da BYD, afirmou que as 10.000 estações foram alcançadas menos de seis meses após a apresentação da nova tecnologia em 5 de março.
Durante esse intervalo, a implantação avançou a uma média de 55 novas estações por dia, ritmo incomum mesmo dentro do competitivo mercado chinês de eletrificação.

A cobertura já alcança Hulunbuir, na Mongólia Interior, Sanya, em Hainan, Shuangyashan, em Heilongjiang, e Kashgar, em Xinjiang.
Essas localidades representam, respectivamente, os pontos mais ao norte, sul, leste e oeste atendidos atualmente pela rede Flash Charging dentro da China continental.
A BYD também destaca instalações em Turpan e próximas à base do Monte Everest, levando sua infraestrutura para regiões bastante distintas em clima e geografia.
O projeto conta com parceiros como Sinopec, PetroChina, CNOOC, TELD, JD.com, Alipay, AutoNavi, também conhecida como Amap, e Ucar.
A companhia, porém, não revelou quantas das 10.000 estações pertencem a cada parceiro nem publicou uma relação completa das instalações atualmente disponíveis.

Mais de 1,83 milhão de usuários já estão cadastrados na rede, e quase um terço deles utiliza veículos produzidos por outras fabricantes.
Isso não significa que qualquer automóvel consiga aproveitar toda a capacidade disponível, pois a potência efetiva também depende das limitações técnicas instaladas no próprio veículo.
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Como a BYD precisará acelerar a instalação para chegar a 20 mil estações Flash até 31 de dezembro?
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Um Lynk & Co 10, por exemplo, atingiu pico de 430 kW em uma estação Flash Charging da BYD durante uma avaliação anteriormente divulgada.
O mesmo modelo chegou a aproximadamente 1.100 kW em um carregador Zeekr de 1.500 kW, demonstrando como estação e automóvel determinam conjuntamente o desempenho.
A BYD ainda não informou quantas sessões de recarga já foram realizadas nem a quantidade média de energia fornecida em cada utilização da rede.
Mesmo com 10.000 pontos instalados, a empresa está somente na metade da meta anunciada para o mercado chinês até o final deste ano.
O planejamento apresentado em março prevê alcançar 20.000 estações Flash Charging, sendo 18.000 em áreas urbanas e outras 2.000 instaladas em rodovias.
Para atingir esse objetivo até 31 de dezembro, seriam necessárias outras 10.000 estações em 125 dias, equivalente a aproximadamente 80 novas unidades diariamente.
Esse ritmo seria superior à média de 55 estações por dia registrada desde março, número apresentado pela própria BYD como resultado passado, não como projeção.
A expansão também ultrapassará a China, pois a fabricante planeja instalar 6.000 estações Flash Charging no exterior, incluindo 3.000 unidades distribuídas pela Europa.
As instalações europeias utilizarão o padrão CCS2, enquanto os equipamentos chineses seguem o GB/T, adequando a tecnologia aos diferentes sistemas disponíveis em cada mercado.
A Denza também pretende ampliar sua presença para mais de 30 países europeus e alcançar mais de 150 pontos de venda até o encerramento deste ano.
Outra etapa importante será levar a tecnologia para fora das marcas da BYD, começando pela Hongqi, ligada ao grupo automotivo chinês FAW.
A Hongqi será a primeira fabricante externa a adotar a Blade Battery de segunda geração e a tecnologia Flash Charging desenvolvidas pela BYD.
A FAW-FinDreams já selecionou o conjunto para a próxima plataforma totalmente elétrica da Hongqi, embora modelos específicos e cronograma de produção ainda não tenham sido revelados.
Ao chegar a 10.000 estações em menos de seis meses, a BYD mostra que sua disputa nos EVs passa também por controlar a infraestrutura necessária para recarregá-los.
