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Bombeiras de Mato Grosso relatam desafios da maternidade

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, conforme divulgado oficialmente pela corporação neste domingo (10), Dia das Mães, homenageou as militares que conciliam a rotina da profissão com os desafios da maternidade. Entre escalas operacionais, treinamentos e responsabilidades familiares, bombeiras relataram à corporação como equilibram a carreira militar com o cuidado dos filhos e as mudanças emocionais trazidas pela maternidade.

Em Mato Grosso, mulheres que atuam no serviço militar enfrentam jornadas intensas dentro e fora dos quartéis. Conforme apurado pela reportagem junto ao CBMMT, muitas militares destacam que a maternidade fortaleceu características essenciais da profissão, como empatia, responsabilidade e equilíbrio emocional durante ocorrências e atividades operacionais.

Bombeiras de Mato Grosso vivem dupla missão

Entre as histórias compartilhadas pela corporação está a da cabo BM Camila de Souza Trevisol, de 29 anos, mãe de Maitê. Com dez anos de atuação no Corpo de Bombeiros Militar, grande parte deles em operações de campo, ela retornou recentemente da licença-maternidade e precisou reorganizar a rotina entre o quartel e os cuidados com a filha.

Atualmente lotada na Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Praças do CBMMT, em Cuiabá, Camila integra a equipe responsável pela formação de novos militares. Segundo a bombeira, o maior desafio não está nas ocorrências operacionais, mas na adaptação diária para conciliar os diferentes papéis dentro da família.

“Conciliar a vida profissional com os cuidados da minha filha não é fácil. No começo foi muito difícil, mas, aos poucos, conseguimos organizar a rotina”, afirmou a cabo em depoimento divulgado pela corporação.

A militar também destacou que o apoio familiar, especialmente do marido, que também atua como bombeiro militar, foi fundamental durante o retorno ao trabalho.

Maternidade transforma prioridades dentro da corporação

De acordo com Camila, a experiência da maternidade alterou sua percepção sobre a carreira e trouxe uma nova forma de lidar com o tempo, a rotina e as prioridades pessoais. Apesar da vontade de retornar futuramente às atividades operacionais, ela afirma que busca manter equilíbrio entre a dedicação à profissão e a presença na vida da filha.

“Quando estou no quartel, meu foco é totalmente na missão. Quando estou em casa, meu foco é minha família”, relatou.

A realidade enfrentada por bombeiras de Mato Grosso reflete um cenário mais amplo dentro das forças de segurança pública no Brasil. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que a presença feminina nas corporações militares cresceu nos últimos anos, ampliando debates sobre maternidade, direitos trabalhistas e políticas de acolhimento às profissionais da segurança.

Gestação e carreira militar geram desafios e inseguranças

Outra militar que compartilhou sua experiência foi a soldado BM Amanda Rojas de Queiroz, de 29 anos, que espera a primeira filha. Segundo ela, a gestação dentro da corporação tem sido marcada pelo apoio dos colegas e adaptações na rotina de trabalho.

A soldado afirmou que os principais desafios têm relação com os efeitos físicos da gravidez, como indisposição e enjoos, mas reconheceu o suporte institucional oferecido pelo comando do CBMMT.

Mesmo com respaldo legal garantido por normas internas relacionadas à proteção da gestante e lactante, Amanda admite que ainda existem receios sobre os impactos da maternidade na trajetória profissional dentro da carreira militar.

“A partir do momento em que você passa a ter alguém esperando por você em casa, seu comportamento muda, porque existe a responsabilidade de voltar bem e íntegra para a família”, afirmou.

O que diz a legislação sobre maternidade militar

No Brasil, mulheres militares têm direito à licença-maternidade e proteção legal durante a gestação e o período de amamentação. Normativas internas das corporações também estabelecem restrições para determinadas atividades operacionais durante a gravidez, buscando preservar a saúde da mãe e do bebê.

  • Licença-maternidade prevista em lei;
  • Garantia de afastamento de atividades de risco;
  • Proteção à lactante durante o período de amamentação;
  • Adaptação de funções em casos específicos.

Especialistas em gestão pública e segurança destacam que o aumento da participação feminina nas forças militares exige políticas permanentes de acolhimento, saúde mental e equilíbrio entre trabalho e vida familiar.

As histórias das bombeiras de Mato Grosso evidenciam uma realidade marcada por disciplina, dedicação e desafios silenciosos enfrentados diariamente por mulheres que atuam na linha de frente do serviço público sem abrir mão da maternidade.

O Corpo de Bombeiros Militar reforçou, na homenagem pelo Dia das Mães, o reconhecimento ao trabalho das militares que conciliam a missão de proteger a população com a responsabilidade de cuidar da família.

Reportagem baseada em informações oficiais divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).

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