Rafael Erdreich soma três décadas de serviço no Ministério das Relações Exteriores de Israel. Na Embaixada de Israel na República Dominicana, exerceu as funções de Ministro-Conselheiro e Cônsul. O diplomata é formado em Estudos Latino-Americanos pela Universidade Hebraica de Jerusalém e possui mestrado em Políticas Públicas pela Universidade de Tel Aviv.
Em São Paulo, durante encontro com líderes evangélicos, Erdreich tratou de temas para além do conflito no Oriente Médio, com ênfase nas mudanças geopolíticas contemporâneas que articulam religião, ordenamento jurídico e luta por liberdade.
O Brasil possui uma das maiores populações cristãs e evangélicas do mundo, além de se caracterizar como um país livre e democrático. Pesquisa conduzida pela AtlasIntel, a pedido da organização StandWithUs – sob a direção de André Lajst e Sabrina Abreu –, aponta que 58,5% dos evangélicos brasileiros declaram apoio majoritário a Israel.
Apesar desse cenário, as relações diplomáticas entre Brasil e Israel atingiram, no atual contexto político brasileiro, o patamar mais baixo das últimas décadas. Atualmente, não há um embaixador de Israel em Brasília.
Segundo a exposição feita por Erdreich, o vínculo com Israel extrapola a política interna brasileira. Os judeus, de acordo com o diplomata, encontram-se no centro de um dos mais expressivos movimentos políticos e econômicos da atualidade, que envolve tecnologia, economia e acordos de paz – temas também centrais na política dos Estados Unidos.
A rejeição política a Israel, acrescenta, repercute diretamente nas esferas internacional, tecnológica e econômica.
No período posterior aos ataques de 7 de outubro de 2023, Erdreich – mantendo o tom diplomático – passou a dedicar-se ao ensino de política externa e de temas do Oriente Médio.
Utiliza linguagem acessível, mas com base técnica, apresentando dados e análises que, conforme suas palestras, são frequentemente omitidos pela grande mídia. O cônsul também denuncia, de maneira direta, as perseguições sofridas por cristãos em diferentes regiões do mundo, além das enfrentadas historicamente pelo povo judeu.
O diplomata, na visão expressada no texto original, deveria ser ouvido pelo Congresso Nacional e pelo Senado brasileiro não apenas como representante de Israel, mas como educador. Suas exposições abrangem desde questões do Oriente Médio até a economia global.
Por intermédio de Erdreich, a Prefeitura de São Paulo firmou um acordo de cooperação internacional com a Agência Israelense de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (MASHAV), por meio do Consulado de Israel.
O projeto tem foco em educação ambiental prática e inovação sustentável, prevendo a instalação de 30 biodigestores em escolas municipais. Os equipamentos são capazes de converter resíduos orgânicos em gás de cozinha e fertilizante natural.
Erdreich também é amplamente reconhecido e elogiado pela comunidade judaica, com a qual mantém estreito relacionamento. Sua atuação, segundo a avaliação contida no texto original, representa um diferencial significativo na diplomacia e no diálogo entre diferentes comunidades. Com: Guiame.