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Telas enormes, bancos que deitam e maçanetas escondidas passam a enfrentar limites propostos pelo governo da China

A proposta do governo chinês prevê avaliações de segurança para telas automotivas e exige botões físicos para funções essenciais.

Maçanetas que desaparecem na carroceria, bancos que quase viram camas e cabines dominadas por telas passaram a enfrentar limites propostos pelo próprio governo da China para os carros vendidos no país.

As maçanetas totalmente embutidas já têm proibição prevista para 1º de janeiro de 2027 no mercado chinês, e a nova proposta reforça essa regra ao exigir abertura mecânica de emergência e espaço suficiente para a mão.

No Brasil, BYD Seal, Geely EX5, Leapmotor C10 e Leapmotor B10 estão entre os modelos que usam esse tipo de maçaneta, embora a determinação chinesa não tenha validade por aqui.

A regra não se aplica ao Brasil.

Ainda assim, mudanças exigidas na China podem levar as marcas a rever projetos globais, inclusive os de veículos vendidos em outros mercados.

Faróis de LED capazes de projetar textos e desenhos também aparecem na proposta, que pede às montadoras controle sobre o conteúdo exibido pelos faróis e lanternas personalizados pelos proprietários.

Nesse caso, o foco não está na presença dos faróis, mas no que pode ser mostrado por meio desses sistemas depois que o carro chega às mãos do dono.

Os bancos conhecidos como zero gravidade, capazes de reclinar até quase formar uma cama, e os assentos giratórios também terão suas funções bloqueadas com o veículo em movimento.

A restrição vale durante o trajeto.

Nas telas, a proposta distingue tipos de equipamento: centrais multimídia, painéis de grande área e sistemas complexos que projetam informações no para-brisa terão de passar por avaliações de impacto na atenção do motorista e de segurança em colisões.

O texto vai além das avaliações e proíbe telas dobráveis e flexíveis, uma mudança que pode afetar marcas como Xiaomi e Huawei, associadas a esse tipo de recurso nos carros chineses.

Nem tudo poderá ficar concentrado nos menus da cabine, pois faróis, limpadores e desembaçador precisarão manter botões físicos, além dos comandos disponíveis na tela.

A exigência preserva uma forma de acionar essas funções essenciais sem depender exclusivamente da central, justamente em veículos nos quais as telas ganharam cada vez mais espaço.

O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, conhecido pela sigla MIIT, colocou as regras em consulta pública no dia 10, em uma proposta elaborada com outros três órgãos do governo.

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O alcance do texto combina limites para recursos já presentes nos veículos com exigências para a aprovação de novos modelos, que passarão a enfrentar uma etapa adicional de comprovação técnica.

Há prazos diferentes para cada caso.

A partir de 1º de janeiro de 2027, as montadoras terão de apresentar mais detalhes técnicos para homologar novos modelos, além de submetê-los a pelo menos 30 mil km de testes de confiabilidade.

Para os carros já aprovados, o prazo de envio das informações vai até 1º de julho de 2027, sob risco de suspensão da produção e recall caso as exigências não sejam cumpridas.

A consulta pública ainda recebe sugestões, segundo a agência Reuters, e o prazo para contribuições termina em 10 de novembro.

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