Maior que o Kwid em todas as medidas da carroceria, um SUV desenvolvido sobre a mesma plataforma teve seu desenho registrado no Brasil: é o Renault Kiger.
O pedido aparece em um novo relatório do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e mantém a Renault atenta aos direitos sobre seus modelos no país.
Em julho, a fabricante já havia patenteado o desenho do conceito Bridger, outro exemplo de como usa o órgão para proteger projetos ligados à marca.
Desenvolvido para mercados emergentes, assim como o Kwid, o Kiger é fabricado na Índia, um de seus principais mercados ao lado da África do Sul.
Os dois compartilham a plataforma CMF-A, mas o SUV tem desenho próprio, carroceria mais robusta e opções de motorização que não estão disponíveis no hatch.
Uma atualização recente modificou a dianteira do Kiger, que já exibe o novo logotipo da Renault e mantém uma aparência mais encorpada que a do Kwid.

A diferença fica clara nas dimensões: o Kiger mede 3,99 m de comprimento, 1,75 m de largura sem os retrovisores e 1,60 m de altura.
A distância entre-eixos do SUV é de 2,50 m, enquanto a altura em relação ao solo chega a 20,5 cm e o tanque comporta 40 litros.
O porta-malas do Kiger oferece 405 litros, um ganho diante dos 290 litros do Kwid que ajuda a explicar a proposta de mais espaço interno.
Para comparação, o hatch tem 3,68 m de comprimento, 1,58 m de largura, 1,47 m de altura e 2,42 m de distância entre-eixos.
Na cabine, o Kiger também se afasta do irmão menor com um painel próprio e uma lista de equipamentos mais ampla que a oferecida pelo Kwid.
Entre os itens estão uma central multimídia sensível ao toque de 8 polegadas, quadro de instrumentos digital de 7 polegadas e câmera com visão de 360°.
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A relação inclui ainda sistema de som Arkamys, carregamento sem fio para smartphones, bancos dianteiros ventilados e seis airbags, entre outros equipamentos.
Na Índia, a configuração básica usa motor 1.0 aspirado a gasolina, com 72 cv de potência e 9,8 kgfm de torque.
As versões mais caras recebem um motor 1.0 turbo de 100 cv e 16,3 kgfm, opção que não existe na linha do Kwid.
Para o motor aspirado, há câmbio manual de cinco marchas ou o automatizado Easy-R, usado anos atrás nos brasileiros Sandero e Logan e depois descontinuado.
Já o motor turbo pode ser combinado ao câmbio automático CVT X-Tronic, ampliando as diferenças mecânicas entre o SUV e o hatch.

O registro no INPI, porém, não confirma que o Kiger será lançado no Brasil nem estabelece prazo para uma eventual chegada às lojas.
Por ora, a medida mostra o interesse da Renault em resguardar os direitos sobre o modelo no mercado nacional, sem anunciar planos de venda.
Caso venha ao país, o Kiger poderia ocupar uma posição acima do Kwid e servir como alternativa mais barata ao Kardian, mas isso permanece apenas uma possibilidade.

[Fonte: Auto Esporte]