O policial militar Cássio Teixeira Brito vai a julgamento pelo Tribunal do Júri no dia 2 de dezembro de 2026, acusado de matar a tiros dois homens em situação de rua em Rondonópolis, município localizado a 218 km de Cuiabá. O crime ocorreu na madrugada de 27 de dezembro de 2023, e o processo tramita atualmente sob sigilo.
Detalhes da investigação e das vítimas As vítimas fatais foram identificadas como Odinilson Landvoigt de Oliveira, de 41 anos, e Thiago Rodrigues Lopes, de 37 anos. Na mesma ocasião, outras duas pessoas foram atingidas pelos disparos e ficaram feridas.
Cássio Teixeira Brito responde criminalmente por dois homicídios quadruplamente qualificados. Além dele, outro policial militar, Élder José da Silva, também virou réu no mesmo processo judicial, embora a data do julgamento dele não tenha sido tornada pública até o momento.
Dinâmica do ataque e prisões Câmeras de segurança registraram o momento em que quatro pessoas tentavam fugir do veículo utilizado no atentado. Os tiros partiram de dentro do automóvel em movimento, conforme relatos colhidos pelas autoridades policiais junto a outras pessoas em situação de rua que presenciaram a ação.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atendeu as ocorrências nos dois pontos distintos onde houve disparos, constatando os óbitos no local e prestando socorro aos feridos. Dias após o crime, em 29 de dezembro de 2023, Cássio e Élder foram presos e tornaram-se réus em janeiro do ano seguinte por decisão da Justiça.
Motivação e andamento processual Durante as investigações conduzidas na época, a polícia apontou que o ataque foi cometido por uma dupla que circulava de carro, sendo que o passageiro chegou a repassar a arma para o motorista. No mesmo dia dos assassinatos, um dos agentes deu entrada em uma unidade de saúde local com um ferimento na perna provocado por disparo de arma de fogo.
“Parece ter sido um crime de ódio, porque não houve uma motivação inicial, a gente acredita que foi simplesmente por ódio, já que foi de forma aleatória. Não tinha um alvo específico, eles efetuaram disparos em outras regiões na busca de outras vítimas”, contou o delegado Thiago Garcia Damasceno, responsável pelas investigações na época.