Um detento e um policial penal foram presos na quinta-feira (22), no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra, após a identificação de drogas, celulares e outros materiais proibidos na unidade. Segundo informações da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), a suspeita é de que o servidor tenha facilitado a entrada dos itens. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante do policial penal em preventiva.
Como a irregularidade foi identificada
A ocorrência foi registrada às 11h50, durante um procedimento de atendimento por videoaudiência. Conforme o relato da Sejus, o policial penal pediu que a equipe de carceragem conduzisse um detento até a sala de vídeo. Pouco tempo depois, informou que o atendimento havia terminado e solicitou o retorno do custodiado à cela.
A movimentação chamou a atenção dos servidores de plantão. Diante da situação, a equipe decidiu consultar a lista oficial de agendamentos do cartório penal para verificar se havia uma audiência prevista naquele horário.
A conferência mostrou que os atendimentos do período da tarde começariam somente às 13h30. Também não havia registro de oitiva para o detento naquele momento. A divergência levou os agentes a realizar uma revista pessoal minuciosa no custodiado.
Materiais apreendidos no CDP
Durante a revista, os servidores encontraram entorpecentes, aparelhos celulares, uma bateria, gesso, cola e outros objetos cuja entrada não era permitida na unidade prisional.
A apreensão motivou a autuação do detento em flagrante por suspeita de tráfico ilícito de drogas e ingresso de aparelho celular em estabelecimento prisional sem autorização legal. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da entrada dos materiais e a possível participação de outras pessoas.
O caso de Tangará da Serra evidencia a importância da conferência dos agendamentos e dos procedimentos de fiscalização nas unidades prisionais. A verificação feita pela equipe de plantão permitiu identificar uma movimentação incompatível com a programação oficial de atendimentos.
Policial penal responderá a processos
Depois da audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante do policial penal em prisão preventiva. Com a decisão, o servidor fica afastado das funções, conforme informado pela Sejus.
Além da investigação criminal, a Corregedoria-Geral instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta funcional do agente. O procedimento administrativo é independente da apuração criminal e poderá avaliar eventual responsabilidade no exercício do cargo.
A prisão preventiva é uma medida cautelar determinada pela Justiça e não representa, por si só, uma condenação. A responsabilidade criminal do servidor e as circunstâncias da entrada dos materiais ainda dependem da apuração dos fatos e das decisões judiciais cabíveis.
Investigação continua
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá reunir informações para esclarecer como os materiais proibidos chegaram ao interior do CDP e verificar a suspeita de facilitação por parte do policial penal.
Até a conclusão das apurações, as informações disponíveis devem ser consideradas dentro dos limites do que foi oficialmente divulgado. Novos esclarecimentos das autoridades poderão detalhar as circunstâncias da ocorrência e eventuais desdobramentos judiciais.
Para acompanhar a evolução do caso, consulte os comunicados oficiais dos órgãos responsáveis e as próximas atualizações sobre a investigação.
Reportagem baseada em informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), com referência à investigação conduzida pela Polícia Civil.
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