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Montadoras europeias buscam no passado uma nova identidade para seus elétricos, enquanto carros chineses ganham espaço com visual de gadget

O Renault 5 aparece com grafismos que destacam a marca de 100 mil unidades, em meio à aposta da marca francesa no resgate de modelos históricos.

A Europa está passando por um momento delicado, quando as importações de carros elétricos e híbridos chineses estão avançando a galope, enquanto a crise bate à porta de alguns importantes fabricantes locais.

Para se contrapor aos chineses, com seus estilos e propostas inspiradas em gadgets, independente da tecnologia aplicada, alguns fabricantes europeus decidiram olhar para trás em busca de uma visão melhor do futuro.

O retrô sempre foi uma tentação para muitos designers automotivos e com marcas apostando firmemente nisso ao longo dos anos, enquanto outras se apoiam totalmente em seu passado.

Interior do Renault 5, com bancos dianteiros de tecido amarelo e cinza e o número 5 bordado no encosto.
No interior do Renault 5, o revestimento em tecido e as cores marcantes reforçam a proposta de combinar referências nostálgicas com um elétrico atual.

No entanto, diante da situação atual, na Europa, fabricantes como Renault, BMW e Volkswagen decidiram apostar no ontem para colher o amanhã e a eletrificação é o ponto de virada nessa história.

No caso da Renault, reviver o antigo R5 foi o caminho para entender que muitos europeus estão cansados de SUVs, de visuais genéricos e de uma ambientação que os parece levar para em uma nave espacial…

O novo R5 vem batendo recordes de vendas e assumindo um protagonismo que talvez nem a Renault acreditasse que ele alcançaria e o novo R4 surgiu no rastro dele.

Dois sedãs da BMW em uma estrada, um vermelho e outro azul, vistos pela dianteira e pela lateral.
Os sedãs da BMW ilustram a renovação visual da marca, que busca referências em sua história para orientar a identidade de seus modelos atuais.

Cores vibrantes sobre tecidos que os consumidores só viam na casa dos avós ou nos clássicos de parentes que ainda os possuem em suas garagens.

Aquele ar de nostalgia em área envidraçada mais generosa, com elementos externos semelhantes aos do modelo dos anos 80, conquistaram muita gente.

Interior de um Volkswagen com volante, telas, comandos físicos e mostradores circulares no painel.
O cockpit do Volkswagen combina telas com mostradores de desenho tradicional, uma solução alinhada à retomada de comandos e referências clássicas pela marca.

Até mesmo a intensa digitalização do painel do R5 não conseguiu tirar dele a saudade de compradores mais antigos e o entusiamo de jovens que querem um carro como dos pais e avós.

Enquanto isso, a BMW se inspirou no Neue Klasse de 1975 para compor sua gama de luxo atual, fusionando nela todas as opções viáveis de motorização, mantendo um ar “raiz”, mas, ao mesmo tempo, focando no futuro da “bimmer”.

Renault 4 branco visto de trás e de lado, com teto preto aberto e carroceria de quatro portas.
O Renault 4 E-Tech elétrico retoma um nome histórico da marca francesa em uma carroceria atual, seguindo o caminho aberto pelo novo R5.

Já a Volkswagen viu que não adianta peitar os chineses com uma linha ID “sem nome”, já que os nomes que possuem são fortes o suficiente para passar pelo mudança. Todavia, só isso não basta.

Assim, apesar do visual exterior e mesmo interior estar longe dos clássicos, detalhes como comandos físicos em profusão e as telas deixarem as animações high-tech de lado por uma instrumentação clássica é algo muito positivo.

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Fiat Grande Panda vermelho visto de frente e de lado, estacionado diante de um edifício.
O Grande Panda recupera um nome conhecido da Fiat e atualiza a proposta do modelo que marcou a história da fabricante italiana.

Como a tecnologia permite, simular instrumentação do passado com ponteiros e mostradores, sem contar as inesquecíveis luzes-espiãs, trazem de volta aquela atmosfera raiz que muitos amam.

A Fiat, por exemplo, não titubeou em retratar hoje como era seu Panda nos anos 80 e teria feito muito bem se também tivesse resgatado o Uno.

Mais que uma ação para europeus, a italiana decidiu expandir essa sua história para estas bandas, que não deixam de ter um passado íntimo com a marca estabelecida em Minas Gerais.

Interior do Hyundai Tucson, com volante, painel digital, tela central e bancos claros.
A cabine do Hyundai Tucson reúne telas e comandos físicos; a marca sul-coreana também recorre a referências de interiores de décadas passadas.

Fora da Europa, mas especialmente de olho nela, a Hyundai utiliza elementos de conceitos futuristas do passado, mantendo os interiores inspirados em carros que hoje teriam 25 ou 30 anos de uso e não de história.

Assim, com estes e outros exemplos, o mercado europeu vai reencontrando o passado colorido ou austero, utilizando as tecnologias de hoje para sobreviver a atual onda e continuar sendo um território livre para todos os estilos.

 

 

 

 

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