Com informações de Thiago Moreno, de Itu (SP) – Cumprindo sua promessa durante o Salão do Automóvel de São Paulo de 2025, a coreana Kia lança no país sua primeira picape média, a Tasman. Polêmica, chega inicialmente só na versão GL, de R$ 249.990, para rivalizar com modelos tradicionais do segmento, como Ford Ranger, Toyota Hilux, Mitsubishi Triton e companhia.
A Tasman, vale lembrar, foi apenas um dos vários modelos prometidos pela marca durante a mostra paulista, ao lado do sedã e do hatch médios K4, da van elétrica PV5 e do crossover Stonic. Até agora, porém, apenas a nova geração do Sorento chegou às concessionárias brasileiras, em fevereiro.
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Fonte: Kia
Como é a Kia Tasman GL
Falando no SUV médio-grande, a picape herda do Sorento o propulsor 2.2 turbodiesel de 210 cv e 45 kgfm. Já no câmbio, usa uma transmissão automática de oito marchas, sempre com tração 4×4 com reduzida. O motorista pode escolher entre os modos Normal, Eco, Sport e Smart, além de programas específicos para neve, lama e areia.
Há ainda um seletor no console para alternar entre 2H, 4A, 4H e 4L. Segundo a ficha técnica brasileira, são necessários 9,7 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h, enquanto a velocidade máxima chega a 201 km/h. No Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, a Tasman registra médias de 9,5 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada.

Foto de: Kia
Desenho é polêmico
É no visual, porém, que a coreana mais foge da receita tradicional das picapes médias. A dianteira é praticamente reta, com grade vertical e os conjuntos ópticos deslocados para as extremidades. As caixas de roda chamam ainda mais atenção pelas enormes molduras plásticas que avançam pelos para-lamas, solução que ajudou a transformar a picape em um dos lançamentos mais polêmicos da Kia nos últimos anos.
Na traseira, a receita continua pouco convencional. As lanternas ficam nas extremidades da carroceria, enquanto a tampa traz um enorme logotipo da Kia estampado na própria chapa, acompanhado pelo nome Tasman mais abaixo. Pode dividir opiniões, mas dificilmente será confundida com qualquer uma de suas rivais.

Foto de: Kia
Já no porte, são 5,41 metros de comprimento, 1,93 m de largura, 1,87 m de altura e generosos 3,27 m de distância entre os eixos. O vão livre do solo é de 231 mm, enquanto os ângulos de entrada, saída e rampa são de 28,9°, 25° e 23,7°, respectivamente. A capacidade de imersão declarada pela fabricante chega a 800 mm.
Ainda segundo a Kia, a caçamba mede 1,51 m de comprimento, 1,57 m de largura máxima e 54 cm de profundidade, resultando em capacidade volumétrica de 1.173 litros. A Tasman GL pode levar 1.007 kg de carga e traz tanque para 80 litros de diesel, acompanhado por outro reservatório de 14 litros para Arla 32.

Foto de: Kia
Interior modular e cheio de telas
Na cabine, chama atenção a modularidade dos bancos traseiros. Os assentos da segunda fileira podem ser basculados para dar acesso a grandes compartimentos porta-objetos instalados abaixo do banco, solução útil para guardar itens que o proprietário não queira deixar expostos na caçamba. O banco traseiro ainda tem encosto bipartido na proporção 60/40.
Na dianteira da cabine, a Tasman se aproxima mais dos Kia recentes. O painel tem desenho bastante horizontal e é praticamente atravessado por uma moldura que integra três telas, formando um conjunto panorâmico de 29,6”. São 12,3” para o quadro de instrumentos, 12,3” para a central multimídia e outras 5” dedicadas aos comandos da climatização.

Foto de: Kia
Apesar das telas, a Kia não jogou todos os comandos para dentro da multimídia. Logo abaixo dela há uma fileira de botões físicos, enquanto o console central concentra a alavanca do câmbio, seletor da tração, freio de estacionamento eletrônico, Auto Hold e outros atalhos. Mais à frente ficam o carregador de celular por indução e portas USB, enquanto Android Auto e Apple CarPlay funcionam sem fio.
A versão GL traz ainda ar-condicionado automático de duas zonas, chave presencial, partida por botão e também remota, volante revestido em couro, retrovisores com regulagem e rebatimento elétricos, faróis e lanternas de LED e rodas de liga leve de 17”. Já os bancos misturam tecido e material sintético e têm regulagens manuais, inclusive para o motorista.

Foto de: Kia
Já na segurança, a picape coreana traz de série airbags frontais, laterais e de cortina, controles eletrônicos de estabilidade e tração, assistente de descida, auxílio de partida em rampas, sistema de estabilidade para reboque e frenagem multicolisão. Há ainda câmera de ré com guias dinâmicas, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros e piloto automático convencional.
Em um segundo momento, a marca fala ainda em novas versões – no plural – que devem vir mais equipadas, contando principalmente com os itens de assistência ao motorista ausentes na GL oferecida agora.

Foto de: Kia
A chegada dessas configurações dependerá, naturalmente, da recepção da Tasman no mercado brasileiro. Paralelamente, o grupo Gandini também vive um momento importante em sua relação com a matriz coreana, que vem estudando maneiras de assumir a operação local no médio prazo. Até que essa situação seja definida, porém, a Kia segue apostando nos produtos atuais e, agora, também em sua primeira picape média.
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