O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) confirmou oficialmente a conclusão da colheita do milho da segunda safra 2025/26 em Mato Grosso. Os trabalhos de campo foram encerrados na última sexta-feira (21), abrangendo a totalidade de 7,43 milhões de hectares cultivados com o cereal no estado.
Embora as máquinas já tenham deixado as lavouras, o volume definitivo da safra ainda aguarda consolidação técnica. A projeção mais recente divulgada pelo instituto aponta para uma colheita estimada em 57,39 milhões de toneladas, marca que tem potencial para estabelecer um novo recorde histórico estadual caso os números finais confirmem ou superem as expectativas.
Evolução do Ritmo de Colheita
De acordo com o boletim do Imea, o avanço das colheitadeiras transcorreu dentro da normalidade histórica dos últimos cinco anos e em patamar muito próximo ao registrado na temporada 2024/25:
- Início Lento: Os trabalhos começaram de forma discreta, registrando apenas 0,12% da área colhida em 15 de maio.
- Aceleração: O ritmo ganhou forte impulso em junho, passando de 5,85% (em 5 de junho) para 44,27% no início de julho.
- Reta Final: Em 24 de julho, 90,66% da área já havia sido colhida, alcançando 99,94% em meados de agosto até o fechamento total em 100%.
Desempenho por Regiões
O comportamento das lavouras variou conforme a localidade, destacando-se o dinamismo do Médio-Norte:
- Médio-Norte: Liderou a velocidade dos trabalhos durante praticamente todo o ciclo, atingindo 92,74% em meados de julho e encerrando a colheita com antecedência, no dia 7 de agosto — mesma data em que as regiões Norte, Nordeste, Noroeste e Oeste também concluíram as atividades.
- Centro-Sul: Apresentou um avanço mais gradual, finalizando a retirada dos grãos em 14 de agosto.
- Sudeste: Registrou o ritmo mais tardio do estado, alcançando 99,60% em 14 de agosto e finalizando 100% da área somente no encerramento oficial em 21 de agosto.
Clima Favorável e Próximos Passos
O sucesso da safra foi atribuído principalmente às condições climáticas favoráveis. Segundo o Imea, o prolongamento das chuvas ao longo do ciclo vegetativo garantiu um excelente desenvolvimento das plantas e preservou um elevado potencial produtivo em território mato-grossense.
Na fase de colheita, a redução no volume de chuvas colaborou para o trânsito de maquinários e o ritmo ágil dos produtores. Os dados definitivos e o balanço consolidado de produtividade deverão ser publicados no próximo relatório de Oferta e Demanda de Milho do instituto.
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