A região Oeste de Mato Grosso vem se consolidando como uma das maiores apostas para a expansão do parque industrial do estado.
Unindo produção maciça no campo, localização estratégica e o suporte da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, os 32 municípios da região reúnem o cenário ideal para acelerar a industrialização da safra e agregar valor aos produtos antes de sua comercialização.
Um estudo do Observatório de Mato Grosso, mantido pelo Sistema Fiemt, revela a imponência produtiva dessa faixa do território mato-grossense:
- Cana-de-açúcar: Responsável por 79% de toda a produção do estado;
- Algodão: Concentra 34% da safra estadual;
- Pecuária: Abriga 26% do rebanho bovino de Mato Grosso;
- Grãos: Responde por 12% da produção de soja e 7% da safra de milho.
Raio-X da indústria regional: PIB e geração de empregos
Atualmente, o setor fabril responde por 15% do Produto Interno Bruto (PIB) da região — estimado em R$ 6,9 bilhões — e emprega cerca de 31 mil trabalhadores com carteira assinada (14% do mercado formal de trabalho local).
O segmento de Alimentos e Bebidas lidera a absorção de mão de obra, demonstrando a vocação para a transformação da matéria-prima:
| Setor Industrial | Fatia nos Empregos Regionais |
| Alimentos e Bebidas | 40% |
| Biocombustíveis | 12% |
| Minerais Não Metálicos | 7% |
| Construção Civil | 5% |
Menos commodity in natura, mais valor agregado
Para a liderança do Sistema Fiemt, cidades como Pontes e Lacerda despontam na linha de frente desse movimento. O município combina abundância de recursos agropecuários à proximidade com a ZPE de Cáceres, o que barateia a logística de exportação e atrai investimentos privados para o processamento local.
Atualmente, Mato Grosso conta com cerca de 17 mil indústrias que sustentam mais de 200 mil postos diretos de trabalho. Além disso, a atividade industrial é responsável por metade de toda a arrecadação de ICMS do estado, financiando investimentos essenciais em saúde, educação e infraestrutura urbana.
A aposta no processamento local visa justamente superar a dependência da venda de matérias-primas brutas, criando empregos qualificados e fortalecendo a economia das cidades mato-grossenses.
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