O deputado federal Thiago Boava (PL), conhecido popularmente como “Hey Roy”, planeja intensificar sua presença no interior mato-grossense para consolidar o apoio à corrida presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). O parlamentar, que contou com forte respaldo da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro em sua campanha, alinha os detalhes da mobilização após participar de um encontro com lideranças políticas em Brasília.
Estratégia para o segundo turno no estado
Viúvo da ex-deputada Amália Barros, Thiago conquistou 72.375 votos em sua estreia nas urnas, impulsionado pela popularidade de seu personagem voltado ao cotidiano do campo. O político pretende percorrer diferentes regiões mato-grossenses para engajar os eleitores e conscientizar a população sobre a relevância de comparecer às urnas.
“O que foi conversado ontem, é que cada um faça a sua parte com o mesmo engajamento que foi no primeiro turno e agora pedindo voto totalmente para o Flávio, buscando esse voto que não tivemos, um voto a mais, fortalecendo para que as pessoas se conscientizem da importância de ir votar. Mato Grosso já mostrou nas urnas o resultado. Então nós temos uma tendência a vencermos aqui, dificilmente, isso muda”, destacou o deputado.
Para alcançar os eleitores, a mobilização no estado contará com a participação de outras lideranças do partido, a exemplo do senador eleito Zé Medeiros (PL) e do deputado estadual reeleito Gilberto Cattani (PL). A meta é evitar o clima de disputa definida e garantir a participação popular no dia 25.
Defesa do setor produtivo e críticas à burocracia
Com foco voltado principalmente para a região Norte mato-grossense, o congressista ressaltou que sua atuação legislativa priorizará a defesa do setor produtivo e o combate a entraves governamentais.
“Por onde andei, o que nós vimos, foram muitas questões ambientais que estão muito burocratizando demais para o produtor rural e deixam inviáveis muitas situações. Quero buscar essas questões ambientais através do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério da Agricultura”, afirmou.
Críticas à destruição de maquinário em áreas de garimpo
O parlamentar também questionou os métodos de fiscalização ambiental, especificamente a prática de destruição de equipamentos em operações contra o garimpo ilegal. Na visão dele, a medida serve primariamente para alimentar narrativas voltadas aos grandes centros urbanos.
“Pode até parar o negócio, mas não precisa queimar o maquinário. Aqui queimam porque já existe um trabalho em cima, uma narrativa para vender nos grandes centros, de que foi fechado um garimpo ilegal e o maquinário foi queimado”, disse.
Segundo o deputado federal, os bens apreendidos poderiam ter destinos mais úteis à sociedade caso houvesse condenação definitiva dos envolvidos: “Às vezes um maquinário novo, uma pá carregadeira, uma retroescavadeira, poderia ser doada para o município caso aquele garimpeiro fosse condenado de fato. Então a gente precisa trabalhar, principalmente no Nortão, para fortalecer quem produz, para que esses absurdos não aconteçam mais”.
Por fim, ao avaliar o cenário político atual, o representante do Partido Liberal concluiu que a sociedade exige posturas claras de seus representantes e rejeita práticas ultrapassadas: “O eleitor deu uma resposta, ele mandou uma mensagem através do voto. O candidato político tem que ter posicionamento. E isso faz com que a gente entenda que nós temos que ser coerentes, porque a tendência é que cada vez mais o eleitor esteja mais atento e se desvencilhando da velha política”.