Deixar um SUV premium para corrigir dois pequenos vazamentos terminou de uma forma bem diferente para Alicia Good, que afirma ter recebido o Audi Q5 severamente danificado.
A criadora de conteúdo e produtora de casting publicou um vídeo com mais de 46.000 visualizações relatando o que teria acontecido durante a permanência do veículo na oficina.
Segundo Good, o Q5, avaliado em mais de US$ 52.000 (R$ 270.700), havia sido deixado no local cerca de duas semanas e meia antes.
Ela conta que autorizou a oficina a manter o Audi por uma noite adicional, acreditando que o serviço seria concluído normalmente no dia seguinte.
A situação mudou depois do fechamento de sexta-feira, quando, segundo seu relato, o gerente teria utilizado o veículo sem autorização da proprietária.
Good afirma que, às 20h15, cerca de duas horas e 15 minutos após o encerramento do expediente, o Audi atingiu uma barreira de concreto de aproximadamente 6,1 metros.
O ponto da colisão ficava a pelo menos 14,5 km da oficina, distância que aumentou as dúvidas da proprietária sobre o motivo de o veículo estar circulando.
As imagens mostram a dianteira amplamente deformada, com capô amassado, para-choque ausente e diversos componentes internos normalmente escondidos completamente expostos.
Good diz que um especialista que analisou os danos estimou velocidade entre aproximadamente 145 e 161 km/h antes do impacto.
Ela também afirma que a força da colisão dividiu o motor e levou o Audi a ser considerado perda total.
O vídeo, porém, não identifica esse especialista nem apresenta seu relatório, assim como não exibe documentação oficial que confirme a estimativa de velocidade citada.
Segundo a proprietária, o dono da oficina já sabia do episódio por volta das 21h15 daquela noite, mas não entrou em contato imediatamente.
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Good relata ter feito diversas ligações no dia seguinte e diz que só recebeu a informação sobre o estado do Audi quase 18 horas depois.
Ela afirma ainda ter recebido quatro versões diferentes sobre o que aconteceu e destaca que o Q5 tinha baixa quilometragem e estava em excelente condição.
O nome da oficina não foi divulgado no vídeo, portanto o relato apresentado publicamente traz apenas a versão de Good sobre a sequência dos acontecimentos.
Nos Estados Unidos, uma oficina pode ser responsabilizada por danos causados ao automóvel de um cliente dependendo das circunstâncias e das provas disponíveis em cada caso.
De forma geral, uma alegação de negligência exige demonstrar dever de cuidado, descumprimento dessa obrigação, relação entre a conduta e o dano, além dos prejuízos resultantes.
Por isso, documentos como ordem de serviço, autorizações para teste, mensagens, registros de chamadas, recibos, fotos, vídeos, imagens de câmeras e orçamentos podem ser importantes.
As regras variam conforme o estado, assim como os prazos para apresentar uma reivindicação, tornando recomendável consultar a seguradora e orientação jurídica local.
Também existe diferença entre um carro fisicamente impossível de reparar e um veículo classificado pela seguradora como perda total por razões econômicas ou de segurança.
Segundo a Kelley Blue Book, essa classificação normalmente ocorre quando o reparo supera o valor que o automóvel possuía imediatamente antes dos danos ou não garante condições adequadas depois.
A indenização costuma considerar o valor real do veículo antes do evento, e não necessariamente o preço original pago ou o custo de comprar outro automóvel novo.
Caso exista financiamento ou leasing acima do valor pago pela seguradora, uma cobertura do tipo gap pode assumir a diferença, dependendo das condições contratadas.
Good perguntou aos seguidores como reagiriam diante da situação, e diversos comentários recomendaram procurar assistência jurídica e cobrar uma solução diretamente da oficina.
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