De nada adianta exibir contas no azul e ostentar nota máxima em capacidade de pagamento se o dinheiro não chega na ponta para mudar a vida de quem vive na miséria.
Esse foi o tom do recado duro dado pelo conselheiro Alisson Alencar durante o julgamento das contas do Governo de Mato Grosso referentes a 2025, no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
Apesar do carimbo de aprovação dado pelo plenário sob a relatoria de José Carlos Novelli, a postura triunfante da gestão estadual esbarrou na cobrança por resultados práticos.
O Tribunal escancarou o abismo entre o sucesso fiscal do Estado e a dura realidade dos municípios mais vulneráveis, onde os índices de desenvolvimento humano continuam empacados.
A conta da Reforma Tributária vai chegar
Além da cobrança por impacto social, o TCE acendeu a luz vermelha para o modelo econômico de Mato Grosso. Com a Reforma Tributária batendo à porta, o estado corre o risco de ver sua arrecadação despencar.
A mudança na cobrança dos impostos do local de origem (onde a mercadoria é produzida) para o de destino (onde ela é consumida) acerta em cheio um estado predominantemente exportador de commodities agrícolas.
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Efeito no Bolso: Sem o ICMS do jeito que é hoje, o caixa estadual perde força diante de um modelo focado no consumo;
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Fim da Ilusão do Agro: O Tribunal alertou que depender apenas de grãos e carne deixa o orçamento refém do clima e das cotações internacionais;
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Trava de Segurança: O TCE exigiu que o Governo mude o planejamento de longo prazo (PPA e LDO) para criar planos de emergência e diversificar a economia na marra.
Pressionado, o relator José Carlos Novelli teve que acatar as exigências na hora e embutir as recomendações no parecer final. O recado foi dado: a folga financeira acabou e a cobrança a partir de agora será por cada centavo retido no caixa.
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