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Chery quer trazer o QQ de volta como elétrico para enfrentar o BYD Dolphin, só que descarta a importação e exige produção no Brasil

A dianteira do novo QQ3 exibe o nome do modelo em caracteres chineses. A Chery descarta importar o carro pronto e exige fabricação no Brasil.

A Chery tem planos firmes de retornar com o QQ ao mercado brasileiro, mas agora com proposta bem distinta dos anteriores, porém, com uma condição: só vem com produção nacional.

O Chery QQ chegou ao Brasil no começo dos anos 2010 e trouxe algumas polêmicas no bagageiro, mas mesmo após um início com dúvidas de origem, certa instabilidade e preço mais alto que a marca desejava, ele superou tudo e seguiu adiante.

Chery QQ3 branco em ângulo dianteiro, com rodas pretas e detalhes escuros na parte inferior da carroceria.
O QQ3 aparece em vista dianteira de três quartos. A Chery pretende posicionar o novo modelo entre os elétricos de entrada, como o BYD Dolphin.

Até mesmo teve versão flex e inclusive uma segunda geração, esta com produção nacional em Jacareí, marcando assim sua trajetória como um dos carros mais baratos do Brasil e o mais popular dos chineses em nosso mercado.

Assim, o “Qiu Qiu” se fixou no mercado nacional e ainda é lembrança em quem se recorda da trajetória dos chineses no Brasil, lugar que antes parecia hostil e que agora se tornou o porto seguro da atual “Frota do Tesouro” da China.

Chery QQ3 branco visto de trás e de cima, com teto claro, lanternas vermelhas e rodas pretas.
A traseira do novo Chery QQ3 traz lanternas horizontais e o nome do modelo. A chegada ao mercado brasileiro está condicionada à produção local.

Mesmo após anos ausentes, as duas letras famosas retornarão ao mercado brasileiro, mas não mais sobre um diminuto carro movido por um motor 1,1 litro e similaridade visual com o Daewoo Matiz.

O novo QQ chegará para brigar forte com players como BYD Dolphin, Geely EX2, GAC Aion UT, entre outros, apostando em tecnologia e com estilo inspirado em gadgets, o que lhe cai bem nesse caso.

Interior do Chery QQ3 com volante de dois tons, painel digital e tela central ampla.
O interior do QQ3 reúne painel digital e uma tela central ampla; o modelo elétrico é apontado pela Chery como opção para a faixa de entrada.

Todavia, o novo QQ precisa ser feito no Brasil e não há discussão do contrário, haja vista que a marca não tem intenções de importá-lo da China.

Zhang Guibing, CEO da Chery International, acredita que a importação pura e simples não será competitiva, ainda mais com uma “concorrência dura” por aqui.

Chery QQ3 branco visto de perfil, com quatro portas, teto claro e rodas pretas.
O perfil do novo QQ3 mostra carroceria de quatro portas e pintura branca. Para vender o modelo no Brasil, a Chery exige produção nacional.

De fato, o mercado brasileiro está recebendo uma quantidade considerável de marcas e modelos chineses e a faixa de R$ 120 mil a R$ 150 mil, já começa a ficar congestionada com tanta oferta, especialmente se adicionarmos as marcas mais antigas aqui.

Diferente de 2009, quando a Chery considerou um preço de R$ 29.990 para a estreia do QQ e foi “orientada” a não fazer isso, hoje a marca não conseguirá baixar tanto nessa faixa, mesmo tão disputada.

Bem maior e mais estável do que o velho QQ, o novo QQ é uma plataforma desejável para a Chery e deve chegar ao país sob a Omoda & Jaecoo, ampliando ainda mais a oferta na porta de entrada do mercado.

Fonte: Autoesporte

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