O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) mantém esforços concentrados no combate a 18 incêndios florestais ativos em diferentes regiões do estado, operando em meio a um cenário severo de estiagem e vigência da proibição do uso do fogo. O monitoramento via satélite apontou uma aceleração nos registros de focos de calor, que subiram de 33 no sábado (29) para 55 na última segunda-feira (31).
Entre as frentes ativas que exigem mobilização intensa, destaca-se um incêndio de grande proporção em uma área de pastagem situada nos limites entre Boa Esperança do Norte e Santa Rita do Trivelato, o qual permanece incontrolável há pelo menos cinco dias. Equipes municipais e produtores rurais atuam em regime de mútua colaboração para conter o avanço das chamas.
Ações em Lucas do Rio Verde e Morro de Santo Antônio
Na tarde de segunda-feira (31), equipes do Corpo de Bombeiros atuaram prontamente no município de Lucas do Rio Verde para conter um foco de incêndio registrado em uma área de mata ciliar conhecida como Prainha. De acordo com a corporação, foram empregados cerca de 10 mil litros de água nas operações de abafamento e resfriamento para extinguir o fogo.
- Incêndio no Morro de Santo Antônio: Em Santo Antônio do Leverger, chamas de grande intensidade consumiram a vegetação do tradicional Morro de Santo Antônio, gerando uma densa coluna de fumaça visível por moradores da capital, Cuiabá, a mais de 30 quilômetros de distância. As causas do sinistro ainda são investigadas.
- Danos à Infraestrutura Rodoviária: Na zona rural de Água Boa, um incêndio de proporções severas destruiu uma ponte de madeira na rodovia MT-240, na região da Fazenda Pietá. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura, um desvio com aterro provisório foi executado no domingo (30) para restabelecer o tráfego local, enquanto aeronaves agrícolas e caminhões-pipa combatem os focos remanescentes na vegetação ao redor.
Distribuição Geográfica e Alerta Ambiental
O boletim operacional do CBMMT aponta frentes ativas espalhadas por Água Boa, Alto Araguaia, Nossa Senhora do Livramento (que concentra três ocorrências, incluindo uma à margem da MT-060), Barra do Garças, Paranatinga, Nova Brasilândia, Barão de Melgaço, Matupá, Itiquira, Rosário Oeste, Várzea Grande, Nova Xavantina, Novo Mundo, Cláudia e Santo Antônio de Leverger.
Os dados do programa BDQueimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) confirmaram os 55 focos de calor registrados em solo mato-grossense na checagem de segunda-feira (31), sendo 39 na Amazônia, 11 no Cerrado, cinco no Pantanal e nove em áreas de Terras Indígenas. A corporação reforça que um foco de calor isolado representa anomalias térmicas captadas por satélite e não configura, necessariamente, um incêndio florestal consolidado.
Operação Infravermelho e Sanções
O uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal permanece estritamente proibido de 1º de julho a 30 de novembro, sendo a queima urbana proibida o ano todo. As ações de inteligência e fiscalização são intensificadas pela Operação Infravermelho, coordenada pelo BEA em Cuiabá. Práticas irregulares constituem crime ambiental passível de pesadas penalidades. Denúncias devem ser encaminhadas imediatamente aos números 193 (Bombeiros) ou 190 (Polícia Militar).
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