A BAIC, fabricante chinês estabelecido em Pequim, está chegando ao mercado brasileiro com sua própria marca, uma vez que a fabricante de caminhões e picapes Foton, que lhe pertence, já está aqui.
Os planos da marca, que já começaram com o Arcfox T1, cujos preços se iniciam em R$ 129.990, incluem também o primeiro carro híbrido flex da BAIC por aqui e ele será o modelo X55.
A confirmação veio de Oswaldo Ramos, COO da BAIC no Brasil, que revelou que os testes com o sistema flex da Bosch já estão sendo feitos no Brasil.

Todavia, eles demoram e Ramos dá uma data um pouco longa para quem espera pelo primeiro híbrido flex da BAIC. “A gente vai acabar lançando o flex em 2028”, afirmou o executivo.
Sobre a tecnologia flex, Ramos explicou que o salto direto no híbrido flex é o melhor caminho para a BAIC num mercado onde a gasolina tem variação de etanol na mistura.

“É mais fácil já fazer flex de uma vez e você tem certeza que isso aqui vai funcionar”, explicou. Além da flexibilidade, o etanol permite que o X55 tenha as mesmas vantagens fiscais e legais dos rivais.
Isso sem contar o impacto no bolso com o uso de etanol na cidade, embora se possa usar a gasolina para ampliar mais a autonomia em viagens, por exemplo.

O executivo pontuou: “A melhor combinação do mundo é o híbrido flex, usando etanol mesmo.”
Embora a BAIC ainda não tenha anunciado onde ficará sua linha de montagem inicialmente e depois com processo completo, os planos são de produzir produtos adaptados ao gosto e necessidades dos brasileiros.
Ramos disse: “A origem chinesa não garante, por si só, uma vantagem competitiva. É necessário combinar um produto adequado com uma estratégia capaz de atender às expectativas do consumidor local.”

“As fabricantes tradicionais, por sua vez, dispõem de experiência e redes estabelecidas, mas precisam estar abertas a mudanças no desenvolvimento e na comercialização de seus veículos”, comentou.
Outro ponto no qual a BAIC está de olho é no segmento de picapes. Mesmo com a Foton Tunland, a marca quer a sua picape como um produto desenvolvido para atender as características brasileiras.

“Nós não temos hoje na nossa oferta uma picape plug and play para o mercado brasileiro”, revelou Oswaldo Ramos. “Ela tem que fazer urbano, estrada e fora de estrada”, descreveu o executivo.
A princípio, pelas características descritas, a nova picape nacional da BAIC será um modelo menor, talvez monobloco com 5 metros para atuar num segmento mais dinâmico abaixo da Tunland.
Fonte: Automotive Business.
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