Resumo: O debate entre os candidatos ao Governo de Rondônia, realizado pela Rema TV na terça-feira (1º), teve alguns dos momentos de maior tensão protagonizados por Adailton Fúria. Durante os confrontos, a banca responsável pela análise dos pedidos concedeu direitos de resposta a Marcos Rogério e Samuel Costa após declarações feitas pelo candidato. Fúria também obteve um direito de resposta em outro momento do programa. Os episódios envolveram desde uma divergência sobre recursos destinados ao Museu da Bíblia, no Distrito Federal, até uma suspeita levantada contra Samuel sobre eventual recebimento de dinheiro durante o período eleitoral.
EUIDEAL – O debate da Rema TV entre os candidatos ao Governo de Rondônia foi marcado por confrontos diretos, acusações e intervenções da banca responsável por avaliar pedidos de direito de resposta.
Entre os episódios de maior repercussão estiveram dois embates envolvendo Adailton Fúria. Em momentos distintos, declarações do candidato resultaram na concessão de um minuto adicional tanto para Marcos Rogério quanto para Samuel Costa apresentarem suas versões.
No confronto com Marcos Rogério, a discussão começou em torno da saúde pública e do atendimento aos distritos de Rondônia. Durante a troca de argumentos, Fúria afirmou que o senador teria destinado individualmente R$ 14 milhões para a construção do Museu da Bíblia, no Distrito Federal.
A declaração levou Marcos Rogério a solicitar direito de resposta.
Marcos Rogério contesta valor de R$ 14 milhões
Após o intervalo, a mediação anunciou que a banca havia aceitado o pedido e concedido um minuto ao senador.
Marcos Rogério classificou a informação apresentada por Fúria como falsa e afirmou que sua participação individual no projeto foi de R$ 500 mil, e não de R$ 14 milhões.
Segundo o candidato, outros deputados e senadores também contribuíram com recursos para a construção do Museu da Bíblia, a pedido da Sociedade Bíblica do Brasil. A divergência, portanto, ficou concentrada na autoria do valor: Fúria atribuiu ao senador individualmente os R$ 14 milhões, enquanto Rogério reconheceu apenas R$ 500 mil como provenientes de uma emenda de sua autoria.
Durante o programa, não foi exibida documentação que permitisse esclarecer definitivamente se o nome de Marcos Rogério estava relacionado ao valor global do projeto ou somente à parcela que ele afirmou ter destinado.
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Samuel Costa também consegue direito de resposta
Outro confronto intenso aconteceu entre Fúria e Samuel Costa.
A tensão começou quando Samuel questionou qual seria a influência de aliados políticos em uma eventual administração de Fúria. Durante a resposta, o candidato levantou a possibilidade de Samuel estar sendo pago por alguém, sem apresentar, naquele momento, documentos ou outros elementos que sustentassem a suspeita.
Em outro embate entre os dois, o assunto voltou à tona. Fúria afirmou que seria necessário investigar se Samuel recebia dinheiro de alguém e relacionou a suspeita ao que disse ter ouvido sobre o histórico do adversário durante períodos eleitorais.
Samuel pediu imediatamente direito de resposta. A banca analisou a solicitação e posteriormente concedeu um minuto ao candidato.
No tempo adicional, Samuel negou receber recursos de Hildon Chaves ou de qualquer outro candidato, afirmou possuir patrimônio declarado e disse estar disposto a disponibilizar seus sigilos bancário e fiscal.
Samuel ainda utilizou parte do direito de resposta para mencionar operações policiais realizadas durante a administração de Fúria em Cacoal. No entanto, durante o debate, não foram apresentados elementos que vinculassem pessoalmente o ex-prefeito a eventuais irregularidades investigadas nessas operações.
Fúria também teve direito de resposta
Apesar dos dois episódios envolvendo seus adversários, Fúria também conseguiu um direito de resposta durante o programa.
Após acusações feitas por Samuel Costa sobre utilização da máquina pública e suposta pressão sobre servidores comissionados, o candidato recebeu um minuto da banca. Fúria afirmou que vinha sendo alvo de ataques de páginas patrocinadas e adversários políticos e rejeitou as acusações.
A banca responsável pelas análises era formada por advogados da Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia (OAB-RO). Durante a transmissão, a mediação comunicou os pedidos deferidos, mas não apresentou ao público os pareceres ou as fundamentações completas utilizadas nas decisões.
Ao final, os direitos de resposta se tornaram alguns dos momentos mais marcantes do debate: Marcos Rogério ganhou espaço exclusivo para contestar a atribuição individual de R$ 14 milhões, enquanto Samuel Costa recebeu tempo para negar uma suspeita financeira levantada por Fúria.
Conteúdo publicado automaticamente pelo Portal Nortão News.