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Lucas do Rio Verde recebe novas gravações da Focus Filmes com curta sobre descobertas e relações familiares

Lucas do Rio Verde será novamente cenário de uma produção cinematográfica da Focus Filmes, que inicia entre os dias 2 e 6 de outubro as gravações de um novo curta-metragem na cidade. Esta será a quarta produção realizada pela produtora, sendo a terceira filmada em Lucas do Rio Verde.

Com uma história centrada em descobertas da adolescência, relações familiares, amor e coragem para viver a própria história, o filme pretende abordar temas universais a partir da perspectiva de uma protagonista adolescente. A personagem será interpretada pela atriz luverdense Maria Clara, que tem síndrome de Down.

Segundo o produtor executivo da Focus Filmes, Luiz Valota, a condição da atriz não será o tema central da produção. A proposta é apresentar uma personagem com sonhos, medos, vontades e inseguranças, inserida em uma narrativa sobre relações humanas e descobertas.

História acompanha descoberta amorosa e busca pela irmã

O roteiro e a direção são assinados por Adriel Niser, que conheceu Luiz Valota durante um festival de cinema no Rio Grande do Sul. A partir do encontro, surgiu o convite para desenvolver o novo projeto da produtora.

Na história, a protagonista vive a experiência do primeiro beijo e, pouco depois, percebe que não sabe onde está sua irmã mais nova. A partir daí, passa a procurá-la pela cidade enquanto também tenta compreender a nova experiência vivida.

Para Adriel, o curta utiliza essa situação para tratar de sentimentos que podem ser reconhecidos por diferentes públicos, como apego familiar, descoberta amorosa, insegurança e construção da própria identidade.

A intenção, segundo o diretor, é evitar uma abordagem paternalista em relação à personagem e apresentar sua trajetória como uma experiência humana, sem transformar a síndrome de Down no eixo da narrativa.

Produção terá forte participação local

Um dos destaques do projeto será a participação de profissionais e artistas de Lucas do Rio Verde. Segundo Luiz Valota, o elenco será formado majoritariamente por luverdenses. Uma atriz mirim virá do Rio de Janeiro e um ator será de Cuiabá, mas a produtora fez questão de manter forte presença local.

A equipe também terá profissionais de diferentes origens. Ao todo, o set deverá reunir mais de 30 pessoas, promovendo uma troca entre trabalhadores da cidade e profissionais que vêm de outras regiões.

Para Valota, levar uma produção desse porte para o interior também representa uma oportunidade de aproximar novos profissionais do cinema e permitir que pessoas da região tenham contato direto com um set cinematográfico.

A proposta acompanha, segundo o produtor, um movimento de descentralização do cinema brasileiro, com produções que deixam de concentrar seus cenários e profissionais nos grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo.

Mato Grosso como cenário para novas histórias

O roteirista e diretor Adriel Niser, que mora em Curitiba e é natural do Sul do país, destaca justamente a possibilidade de observar Lucas do Rio Verde a partir de um olhar externo.

Para ele, Mato Grosso reúne características que podem contribuir para ampliar a presença do estado no cinema brasileiro, especialmente pela combinação de estrutura, paisagens e diferentes possibilidades de locação.

Embora a história pudesse acontecer em diferentes cidades, Adriel acredita que o ambiente de Lucas do Rio Verde acrescenta características próprias à narrativa.

“É uma história universal”, explicou o diretor, ao destacar que a experiência da protagonista poderia acontecer em diferentes lugares, mas ganha elementos particulares quando ambientada na região.

Curta terá cerca de 15 minutos

A equipe trabalha para que o filme tenha aproximadamente 15 minutos de duração. A expectativa da Focus Filmes é levar a produção não apenas para festivais brasileiros, mas também para eventos internacionais.

Luiz Valota afirma que o projeto passou por etapas de desenvolvimento de roteiro e consultoria antes do início da produção. A pré-produção já vinha sendo realizada havia cerca de dois meses, envolvendo contratação de equipe e definição de locações.

Para Adriel, o objetivo é que o público consiga se conectar com a história independentemente de saber que ela foi produzida em Lucas do Rio Verde.

“A ideia é fazer um filme legal”, resumiu o diretor, destacando que a intenção é entregar uma produção que envolva o público pela qualidade da história e da realização cinematográfica.

Com a participação de artistas e profissionais locais e uma narrativa que combina elementos regionais com temas universais, a nova produção pretende ampliar a presença de Lucas do Rio Verde no mapa audiovisual e abrir novas possibilidades para o cinema produzido no interior do país.

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