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Operação da Polícia Civil prende sete pessoas por golpe do falso consórcio em Sinop e Sorriso

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Carta Contemplada 2, que resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de integrarem um esquema fraudulento de venda de consórcios no norte do estado. A organização criminosa teria feito mais de 50 vítimas nos municípios de Sinop (503 km de Cuiabá) e Sorriso (397 km de Cuiabá).

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Ao todo, as equipes policiais cumpriram sete mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão. A Justiça determinou ainda o sequestro de dois veículos, o bloqueio de seis contas bancárias vinculadas aos investigados e a suspensão das atividades do site e das redes sociais da empresa de assessoria utilizada no esquema.

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Entre os alvos detidos está o casal apontado pela investigação como líder do grupo criminoso. Os dois foram interceptados e presos por equipes policiais no Aeroporto de Sinop no momento em que se preparavam para embarcar, após a Polícia Civil descobrir que eles haviam comprado passagens aéreas para sair do país. Diante do iminente risco de fuga, a deflagração da operação foi antecipada.

De acordo com as investigações, conduzidas pela 1ª Delegacia de Polícia de Sinop com o apoio da Delegacia de Sorriso, o grupo atuava desde 2022 mantendo escritórios físicos nas duas cidades. A captação de clientes ocorria prioritariamente por meio de anúncios em redes sociais, promovendo falsas promessas de liberação rápida de crédito para a compra de imóveis. O grupo exigia dos clientes o pagamento de quantias a título de entrada, garantindo que o valor contratado estaria disponível em um prazo de 90 a 120 dias.

Passado o período estipulado sem o recebimento do crédito, as vítimas procuravam a empresa e descobriam que haviam sido vinculadas a contratos de cotas de consórcios convencionais, cujas cláusulas e regras diferiam totalmente do que havia sido prometido verbalmente no momento da negociação.

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Além das prisões e apreensões nos endereços residenciais e nos escritórios da empresa, a Polícia Civil segue analisando os materiais recolhidos para apurar a responsabilidade individual dos envolvidos, contabilizar o montante total dos prejuízos e identificar se há outras vítimas do grupo na região.

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