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Inadimplência atinge 1,5 milhão de consumidores em Mato Grosso

Um levantamento recente realizado pelo SPC Brasil para a CDL Cuiabá aponta que mais de 1,5 milhão de consumidores adultos encontram-se em situação de inadimplência no estado de Mato Grosso. O volume representa uma alta de 6,50% em relação ao mesmo período do ano anterior (julho de 2025), embora tenha apresentado um recuo marginal de 0,06% na comparação direta com o mês precedente.

De acordo com os dados estatísticos, a dívida média por consumidor inadimplente alcança a marca de R$ 6.145,15, somando todos os débitos em aberto. O tempo médio de atraso das obrigações financeiras é de 28,7 meses, o que equivale a mais de dois anos e meio de pendência acumulada.

Perfil das dívidas e dos inadimplentes

A radiografia da inadimplência no estado detalha o comportamento do endividamento por tempo de atraso e faixa etária:

  • Tempo de atraso: Cerca de 35,12% das dívidas estão pendentes de quitação entre um e três anos; outras 21,69% ultrapassam o prazo de quatro anos sem pagamento. As contas recentes, com até 90 dias de atraso, respondem por 8,55% do total.
  • Gênero: Entre a população inadimplente, 53,44% são homens e 46,56% são mulheres.
  • Faixa etária: O grupo de 30 a 39 anos concentra a maior fatia dos devedores, com 26,85%, seguido pelas faixas de 40 a 49 anos (22,77%) e de 50 a 64 anos (19,90%).

No tocante à origem dos débitos, as instituições financeiras e bancos lideram o ranking, concentrando 54,81% das dívidas. O setor de comércio responde por 21,54%, seguido por contas básicas de água e luz (8,90%), serviços de comunicação (4,02%) e outras categorias (10,72%).

Preocupação com o prazo e impacto das apostas

Para o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, a longa duração das dívidas é um dos pontos mais alarmantes da pesquisa, visto que consumidores com CPFs negativados há anos enfrentam maiores barreiras para reorganizar as finanças e retornar ao mercado de consumo ativo.

O dirigente também chamou a atenção para o avanço do endividamento familiar impulsionado pelos jogos de azar. Citando um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Macagnam lembrou que os gastos das famílias brasileiras com apostas dispararam 500% em três anos, superando a marca de R$ 30 bilhões mensais em março de 2026.

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