O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) foi alvo de uma representação enviada à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta semana, sob acusação de racismo religioso e intolerância contra a comunidade islâmica.
A denúncia, apresentada pelo deputado estadual Maurici (PT), questiona publicações do parlamentar em redes sociais e um projeto de lei de sua autoria, protocolado em março deste ano.
Segundo o documento, as postagens de Luiz Philippe associariam o Islã ao terrorismo como forma de justificar uma proposta que visa proibir a “imposição” de códigos religiosos islâmicos no Brasil. A matéria tramita na Câmara dos Deputados e, segundo o deputado, teria como objetivo proteger direitos fundamentais e a soberania nacional.
A representação pede que a PGR investigue o suposto caso de “racismo religioso” e adote medidas junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo a remoção ou bloqueio de publicações consideradas discriminatórias em plataformas como Instagram, Facebook e YouTube.
Líder islâmico rebate acusações
Nasser Khazraji, diretor do Centro Islâmico no Brasil, classificou as declarações atribuídas ao deputado como um “discurso de ódio” e islamofóbico. “É um mau uso do assunto para criar polêmica e engajamento. É um discurso 100% islamofóbico e xenofóbico, que quer implantar medo na sociedade para tirar algum proveito”, afirmou.
Khazraji também rebateu a ideia de conversões forçadas, afirmando que o Islã é “a religião da convivência e da paz” e que ninguém é obrigado a se tornar muçulmano.
Silêncio do deputado
Até a última atualização, Luiz Philippe não havia se manifestado sobre a denúncia. A assessoria do deputado foi procurada, mas não houve retorno. O espaço segue aberto para posicionamentos. O caso segue em análise na PGR. Com: Exibir Gospel.