O futebol de Mato Grosso vive um dos domingos mais tensos e promissores de sua história recente neste 7 de junho. Com o encerramento da fase de grupos da Série D, quatro representantes do estado — Primavera, Luverdense, Mixto e União — entram em campo simultaneamente para carimbar o passaporte rumo ao mata-mata do acesso.
A possibilidade de avançar com quatro equipes para a segunda fase não é apenas um feito esportivo, mas um indicativo da força do Mato Grosso no cenário nacional. Caso o cenário se confirme, o estado consolida sua hegemonia regional na Quarta Divisão, atraindo olhares de investidores e fortalecendo o calendário para o segundo semestre.
Enquanto a festa se prepara no interior e na capital, o Operário Várzea-grandense vive o oposto. Já eliminado, o “Chicote da Fronteira” apenas cumpre tabela, evidenciando o abismo de desempenho que marcou os grupos A4 e A5 nesta temporada.
Segundo o levantamento de nossa editoria de esportes, a rodada final será decidida nos detalhes técnicos e no fator casa, especialmente para os times que dependem apenas de suas forças para avançar.
Grupo A5: Primavera e Luverdense jogam pela vantagem
No Grupo A5, o clima é de “final antecipada”. O Primavera de Leste recebe o Brasiliense no estádio Cerradão. Com 12 pontos, o Gigante do Roxo sabe que o duelo é direto: o time do Distrito Federal vem logo atrás com 11. A vitória não apenas garante a vaga, como pode dar a liderança da chave, dependendo de outros critérios de desempate.
Já em Lucas do Rio Verde, o Luverdense encara o Inhumas-GO no Passo das Emas. O Verdão do Norte soma os mesmos 12 pontos do Primavera e tem o cenário mais “acessível” da rodada, enfrentando o lanterna. No entanto, o técnico local alertou durante a semana que a Aparecidense-GO (também com 12 pontos) pode tomar a vaga no saldo de gols em caso de qualquer tropeço mato-grossense.
Veja os jogos:
Dramatismo no Grupo A4 para Mixto e União
Se no A5 o conforto é maior, no Grupo A4 o cenário beira o épico. O Mixto faz o “jogo da vida” contra o Ceilândia no estádio da Dutrinha, em Cuiabá. Ambos possuem 11 pontos, mas o time candango leva vantagem no número de vitórias. Para o Alvinegro da Vargas, apenas os três pontos interessam para não depender de combinações matemáticas complexas.
Em situação ainda mais delicada está o União de Rondonópolis. O Colorado precisa vencer o líder Capital-DF fora de casa. Com 9 pontos, o time de Rondonópolis tem a obrigação de quebrar a invencibilidade do adversário. Empate ou derrota resultam em eliminação imediata, o que transformaria a campanha em uma das maiores frustrações do ano para a torcida do Sul do estado.
O papel da torcida na economia regional
Além das quatro linhas, a classificação em massa movimenta a economia local. Jogos de mata-mata garantem estádios cheios e maior circulação em bares, restaurantes e no setor de hotelaria das cidades envolvidas. O acesso à Série C é o grande sonho, pois garante estabilidade financeira e visibilidade nacional para os clubes e seus patrocinadores ligados ao agronegócio.
Ao final da tarde deste domingo, o torcedor saberá se Mato Grosso segue como protagonista ou se terá que repensar o planejamento para 2027. A promessa é de radinhos e celulares ligados até o apito final em cada estádio.
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