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Silas Malafaia rebate Helena Raquel sobre acusações de abuso em igrejas evangélicas

Silas Malafaia e Helena Raquel (Foto: Reprodução)

O pastor Silas Malafaia utilizou suas redes sociais para refutar as afirmações da pastora Helena Raquel, que recentemente ganhou notoriedade ao defender que mulheres vítimas de violência e abuso não deveriam ser silenciadas no ambiente eclesiástico. A declaração de Raquel, feita durante o 41º Gideões Missionários da Última Hora, desencadeou um amplo debate entre lideranças evangélicas, influenciadores cristãos e membros de diversas denominações.

Malafaia, embora sem nomear diretamente Raquel em boa parte de sua manifestação, rotulou como “acusações genéricas” as críticas direcionadas às igrejas evangélicas e seus pastores em relação a casos de violência doméstica e abuso sexual. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) se posicionou de forma enfática, declarando que não concorda com a ideia de que as igrejas estariam protegendo agressores ou incentivando o silêncio de vítimas.

“Que conversa fiada é essa de que nós na igreja evangélica estamos protegendo pedófilos ou homens que cometem violência contra as mulheres?”, questionou o pastor. “Eu não aceito acusações genéricas contra a igreja e pastores de pesquisa, de esquerdopatas e gente que nos odeia. Eu não aceito.”

Para reforçar sua argumentação, Malafaia divulgou um trecho de uma reunião realizada em 9 de março de 2026, na qual, segundo ele, mais de mil obreiros foram instruídos sobre como proceder em casos de pedofilia e agressão contra mulheres dentro da igreja. O material foi apresentado como um contraponto às críticas que circulam nas redes sociais.

“Senhores pastores, há um olho grande na igreja. Então, os senhores não brinquem com negócio de pedofilia, de violência contra a criança, violência contra a mulher”, alertou. Em seguida, Malafaia orientou sobre a necessidade de denúncias imediatas às autoridades competentes.

“Foi meu marido pego abusando do meu filho de 3 anos? Ele vai ser excluído e a senhora vai lá na delegacia. Não tenta botar pano quente nisso aí não.” Sobre violência doméstica, o posicionamento foi similarmente direto: “Ah, o marido tá espancando a mulher. O que que eu faço? Vai na delegacia”, afirmou.

Silas Malafaia sustentou que qualquer pastor ou membro que tente ocultar crimes dessa natureza está equivocado e deve ser responsabilizado. “Se tem algum pastor encobrindo pecado de pastor que é pedófilo ou que encobre violência, tá errado. Se tá cobrindo membros que cometem isso, tá errado. Tem que ser denunciado.”

O líder religioso também buscou ressaltar o histórico papel da igreja evangélica na recuperação de indivíduos em situações de vulnerabilidade e em comportamentos destrutivos. “Uma marca da igreja evangélica tem centenas e centenas de milhares de testemunhos disso que eu vou falar. Homens que chegam na igreja violentos, perversos, beberrões, vagabundos, que ao serem transformados pelo poder do evangelho passam a ser homens de bem, que cuidam da família, que tratam bem a esposa”, disse.

Segundo Malafaia, crimes como abuso sexual e agressão contra mulheres são fenômenos sociais presentes em todos os âmbitos da sociedade e não devem ser atribuídos exclusivamente ao meio religioso. “Pedofilia e espancamento de mulher, desde que o pecado entrou no mundo, o pecado tá aí. Tá em tudo que é lugar. Jornalistas, membros do poder judiciário, legislativo, executivo, pastores, padres e vai por aí afora.”

O pastor argumentou ainda que existe uma tentativa de criar preconceito contra igrejas evangélicas e líderes cristãos. “O jogo é colocar um bloqueio, um preconceito na sociedade contra pastores e a igreja evangélica. Essa é a verdade. A coisa é mais profunda do que vocês possam imaginar nesse jogo para nos denegrir.”

A fala de Helena Raquel que gerou a polêmica ocorreu durante sua ministração no evento Gideões, quando ela apelou para que mulheres vítimas de violência doméstica, abuso psicológico e opressão não se calassem em suas comunidades religiosas. Ela criticou a orientação dada por alguns líderes religiosos, que sugeriam apenas “orar e suportar”. As declarações foram recebidas com aplausos por parte do público e suscitaram debates sobre acolhimento e denúncia de casos de violência familiar.

Malafaia, em concordância com a declaração da pastora Marinês Coimbra, afirmou: “No reino de Deus, confronto se faz às claras, correção se faz com verdade, justiça se faz com fatos. Insinuação não é coragem, é sombra, e sombra não combina com a luz do evangelho.”

O episódio se insere em um contexto de discussões crescentes no meio evangélico brasileiro sobre temas como autoridade pastoral, violência doméstica e o papel social da igreja, cada vez mais presentes no debate público.

A repercussão das declarações também se deu em paralelo à divulgação de dados do estudo “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, que apontou que 42,7% das mulheres evangélicas relataram ter sofrido violência doméstica ao longo da vida, e 38,7% nos 12 meses anteriores à pesquisa.

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