O Uso do canabidiol no esporte brasileiro atravessa uma fase de consolidação. Estimativas apontam que mais de 800 mil atletas no país já utilizam ou são potenciais usuários de produtos à base de cannabis. No futebol, onde a incidência de lesões atinge um terço dos jogadores, o CBD surge como alternativa aos anti-inflamatórios tradicionais, que podem trazer riscos à saúde se usados de forma recorrente.
Segundo o médico Dr. Adam de Lima Alborta, o CBD atua diretamente em frentes que decidem competições:
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Controle da Dor: Modula a inflamação e reduz a incapacidade funcional após treinos intensos.
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Qualidade do Sono: Reduz a hiperexcitação do sistema nervoso, permitindo um descanso profundo, essencial para a regeneração celular.
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Saúde Mental: Auxilia no controle da ansiedade pré-competição sem causar efeitos psicoativos ou prejuízos cognitivos.
⚠️ O RISCO INVISÍVEL DO DOPING
Apesar de permitido pela Agência Mundial Antidoping (WADA), o uso do CBD exige cautela extrema. Dr. Adam alerta que o risco não está no canabidiol isolado, mas na pureza do produto.
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O Perigo do THC: Produtos sem controle rigoroso podem conter traços de THC (substância proibida), o que pode levar a resultados positivos em testes de doping.
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Prescrição Médica: A Anvisa regulamentou o uso (RDCs 327/2019 e 335/2020), mas o acompanhamento profissional é indispensável para garantir que o suplemento seja rastreável e seguro para o atleta profissional.
“O CBD é uma ferramenta de pós-esforço que ajusta o equilíbrio do atleta, mas precisa sair da propaganda e entrar na medicina com responsabilidade”, afirma Dr. Adam Alborta.
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