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Estudo global indica perda de católicos e ganho de protestantes em algumas regiões

Culto evangélico (Imagem: Canva Pro)

Um estudo internacional divulgado pelo Pew Research Center indica que a Igreja Católica tem sofrido perdas líquidas em quase todos os países analisados, em contraste com o crescimento do protestantismo em diversas partes do mundo, notadamente na América Latina. A pesquisa, parte do projeto Global Religious Futures, examinou as transformações na afiliação religiosa de adultos que mudaram de sua religião de origem.

A análise abrangeu dados de 24 países da Europa, América Latina, América do Norte, África e Ásia-Pacífico, focando em adultos que adotaram uma fé diferente daquela em que foram criados ou que se tornaram não afiliados religiosamente. Os resultados apontam que o cristianismo, em seu conjunto, figura entre os grupos religiosos com maiores saídas devido à mudança de afiliação. Contudo, as dinâmicas entre católicos e protestantes apresentaram variações significativas.

Em 21 das 24 nações investigadas, mais indivíduos deixaram o catolicismo do que o aderiram. A Hungria foi a única exceção, onde os novos adeptos superaram os que deixaram a igreja. Quênia e Coreia do Sul registraram um movimento de entrada e saída relativamente equilibrado. A pesquisa define “mudança religiosa” como a transição entre a religião de criação e a fé (ou a ausência dela) identificada na vida adulta, incluindo a passagem de uma tradição cristã para outra ou para a não afiliação religiosa.

Os dados, coletados na primavera de 2024 e complementados por estudos de 2023-24 nos Estados Unidos, mostram que em países historicamente católicos, uma parcela considerável da população declara não seguir mais a fé de sua infância. A Itália, por exemplo, registrou uma das maiores perdas líquidas para o catolicismo, com 22% dos adultos que foram criados como católicos não se identificando mais com a religião, enquanto apenas 1% aderiu ao catolicismo após ter outra criação religiosa ou nenhuma. Esse cenário resultou em um declínio líquido de 21 pontos percentuais atribuído às mudanças religiosas.

Espanha, Chile e vários países latino-americanos também apresentaram perdas substanciais. Em contrapartida, a identidade católica na Polônia manteve-se notavelmente estável, com 92% dos adultos sendo católicos vitalícios e 96% tendo sido criados na igreja. Na Europa e na América Latina, muitos ex-católicos tornaram-se não afiliados religiosamente, declarando-se ateus, agnósticos ou “nada em particular”. No Chile, 19% dos adultos são descritos como ex-católicos sem afiliação religiosa.

Na África e em outras regiões, os padrões foram distintos. Em nações como Brasil, Gana, Quênia, Nigéria e Filipinas, ex-católicos tenderam a se tornar protestantes em vez de não afiliados. Apesar das saídas, o catolicismo ainda representa a religião majoritária em oito dos países estudados, com a Polônia liderando (92%), seguida pelas Filipinas (80%) e Itália (69%).

O estudo também revelou tendências contrastantes dentro do protestantismo, que registrou ganhos líquidos em quase tantos países quanto perdas. As maiores expansões concentraram-se na América Latina, com o Brasil apresentando um caso exemplar. Quinze por cento dos brasileiros aderiram ao protestantismo após terem sido criados fora dessa tradição, enquanto apenas 6% dos criados como protestantes deixaram a fé. A maioria dos novos adeptos protestantes no Brasil eram ex-católicos. México, Nigéria, Gana e Filipinas também indicaram ganhos protestantes por mudança religiosa.

Em contrapartida, Suécia, Alemanha e Reino Unido figuraram entre os países onde o protestantismo sofreu maiores perdas líquidas. Nesse contexto, adultos que deixaram igrejas protestantes frequentemente se tornaram não religiosos, em vez de ingressar em outra tradição cristã. Na Austrália, por exemplo, 15% dos adultos identificaram-se como ex-protestantes sem afiliação religiosa atual. Gana e Quênia se destacaram como exceções, com protestantes compondo maiorias populacionais de 62% e 55%, respectivamente.

A pesquisa foi financiada pelo projeto Pew-Templeton Global Religious Futures, com apoio das fundações The Pew Charitable Trusts e John Templeton, além de outras organizações filantrópicas para o estudo nos EUA.

Folha Gospel com informações de Christian Daily

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