A Meta, empresa proprietária do Facebook e Instagram, negou ter favorecido a candidatura de Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026. A defesa foi apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em resposta a uma ação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.
Acusações de favorecimento
Durante a campanha eleitoral, a equipe de Lula acusou a Meta de privilegiar as publicações de Flávio Bolsonaro e de parlamentares que o apoiavam, como Nikolas Ferreira. A empresa, no entanto, argumenta que os dados de audiência desmentem essas acusações.
Dados de audiência
Segundo a Meta, embora Flávio Bolsonaro tenha publicado menos conteúdos, suas postagens alcançaram mais pessoas individualmente. Por outro lado, Lula, que publicou com maior frequência, obteve um alcance total superior. A empresa destacou que, considerando apenas a distribuição orgânica, as publicações de Lula no Instagram alcançaram 50% mais pessoas do que as de Flávio.
“As diferenças de alcance não comprovam favorecimento político, pois dependem de fatores como frequência de publicação, curtidas, comentários e tempo de visualização”
—Defesa da Meta
Reproduções repetidas
A Meta também afirmou que as visualizações dos vídeos de Nikolas Ferreira foram influenciadas por reproduções repetidas, com usuários assistindo aos vídeos mais de uma vez. Isso teria contribuído para o aumento das visualizações, sem indicar favorecimento.
Decisão do TSE
Em outubro, o TSE determinou que a Meta assegurasse tratamento igualitário às candidaturas de Lula e Flávio nas redes sociais, sem reduzir artificialmente o alcance das publicações. A empresa afirmou que continuará contestando as acusações que considera infundadas.