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Comissão de Infraestrutura da ALMT cobra agilidade em obras e revisão de preços em contratos

O presidente da Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transporte da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos), cobrou medidas para acelerar obras públicas e resolver problemas que atrasam projetos no estado. A manifestação ocorreu durante reunião nesta terça-feira (27), com foco na fiscalização dos contratos, na revisão de preços e na articulação entre o poder público e as empresas responsáveis pelos serviços.

O parlamentar defendeu maior eficiência na execução dos projetos e destacou que os atrasos afetam o desenvolvimento da infraestrutura. Para ele, é necessário garantir que as empresas contratadas tenham condições técnicas e operacionais para cumprir os prazos estabelecidos.

Obras atrasadas preocupam parlamentares

Moretto chamou a atenção para os problemas registrados em obras da Região Oeste de Mato Grosso. Segundo o deputado, produtores rurais contribuíram com projetos e disponibilizaram áreas necessárias para a realização dos serviços, mas parte das obras continua enfrentando dificuldades.

O presidente da comissão criticou empresas que assumem contratos sem capacidade para cumprir os cronogramas. Na avaliação dele, a contratação precisa ser acompanhada de responsabilidade na execução e compromisso com a entrega dos resultados.

“Toda empresa é bem-vinda, mas precisa pegar a obra, trabalhar e entregar para a nossa população”, afirmou Moretto.

O deputado defendeu que os órgãos responsáveis acompanhem o andamento dos trabalhos e adotem medidas para evitar que problemas administrativos ou operacionais prolonguem a conclusão dos projetos.

Revisão de preços e fiscalização dos contratos

Outro ponto discutido foi a necessidade de avaliar os valores previstos nos contratos diante das mudanças nos custos dos insumos e da mão de obra. O deputado Nininho (Republicanos), que participou da reunião, também defendeu a revisão de preços e o acompanhamento das obras públicas.

Para Nininho, é necessário conciliar a fiscalização dos contratos com valores que permitam às empresas executar os serviços com qualidade e manter o equilíbrio financeiro. A avaliação dos preços, segundo o parlamentar, deve considerar as condições necessárias para que os empreendimentos sejam concluídos de forma adequada.

“Só se faz uma obra de qualidade quando se tem um preço justo”, destacou Nininho ao defender uma negociação entre o governo estadual, a secretaria responsável e o setor da construção.

A proposta é buscar soluções que preservem o cumprimento dos contratos e reduzam o risco de interrupções. A discussão também envolve a necessidade de verificar as condições de execução e a compatibilidade dos valores com os custos dos serviços.

Liberação de áreas pode provocar paralisações

As dificuldades para liberar áreas e cascalheiras também foram apontadas como obstáculos à execução das obras. Esses entraves podem causar paralisações, exigir mudanças nos projetos e elevar os custos dos empreendimentos.

Moretto defendeu mais rapidez na análise e na solução dessas pendências, desde que os procedimentos respeitem a legislação. A liberação das áreas necessárias é considerada importante para evitar atrasos e permitir a continuidade dos trabalhos.

O debate busca identificar os pontos que dificultam o andamento dos projetos e aproximar os responsáveis pelas decisões. A intenção é reduzir os entraves sem deixar de lado as exigências legais e a fiscalização dos recursos públicos.

Reuniões e audiências devem discutir soluções

Como encaminhamento, os parlamentares propuseram reuniões e possíveis audiências públicas com representantes de sindicatos rurais, empresas e da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). O objetivo é discutir os problemas identificados e construir alternativas para acelerar a execução das obras.

A participação desses setores deve ajudar a esclarecer as dificuldades enfrentadas por contratantes e empresas, além de permitir a discussão de medidas relacionadas aos preços, aos prazos e à liberação de áreas.

Moretto reafirmou o compromisso da comissão em buscar avanços na infraestrutura estadual e cobrou respostas compatíveis com as necessidades de desenvolvimento. “A infraestrutura não pode ser lenta e demorada em um estado que anda tão rápido”, declarou.

As propostas apresentadas durante a reunião ainda dependem da articulação entre os envolvidos para que as medidas sejam discutidas e implementadas. A expectativa é que o diálogo e o acompanhamento dos contratos contribuam para reduzir atrasos e melhorar a entrega das obras públicas.

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