Pouco menos de um mês depois de anunciar uma joint venture com a Ford para produzir carros na Espanha, a Geely prepara mais um passo importante para fabricar dentro da Europa. A partir de 2028, plantas da Volvo no continente também serão usadas para montar veículos de maior posicionamento pertencentes ao ecossistema da fabricante chinesa.
A informação foi confirmada por An Conghui, novo presidente da Geely Automobile. O executivo não revelou quais marcas, modelos ou fábricas participarão do projeto, mas afirmou que as unidades europeias da Volvo serão uma base importante para a estratégia de produção local do grupo.
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Fonte: Motor1.com
Depois da Ford, Geely vai usar a Volvo
O novo plano aparece poucas semanas após Ford e Geely anunciarem uma joint venture para utilizar a fábrica de Valencia, na Espanha. A norte-americana terá 66% da operação e a chinesa, 34%, com os primeiros novos modelos previstos para 2028.
Pelo lado da Geely, dois SUVs elétricos deverão ser fabricados na planta espanhola. A parceria também permitirá que a Ford desenvolva novos produtos eletrificados com suporte técnico da companhia chinesa.
Com a Volvo, a relação é diferente. A marca sueca pertence à Geely Holding desde 2010, enquanto Geely Automobile reúne marcas como Geely, Geely Galaxy, Zeekr e Lynk & Co. Agora, fábricas da Volvo poderão ser usadas para produzir carros de outras marcas do mesmo ecossistema. An Conghui falou especificamente em veículos de alto padrão, o que coloca Zeekr e Lynk & Co entre as candidatas mais prováveis. Nenhuma delas, porém, foi confirmada oficialmente.
O CarNewsChina cita Zeekr 9X, Zeekr 8X e Lynk & Co 900 entre os modelos que poderiam se beneficiar da produção europeia. A própria publicação ressalta, porém, que eles são apenas possibilidades neste momento.

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Fonte: Motor1 Brasil
Volvo tem três fábricas que podem entrar no plano
A Volvo mantém produção de veículos na Suécia e na Bélgica e prepara uma terceira fábrica na Eslováquia, com início das operações previsto para 2027. Portanto, quando o projeto da chinesa começar no ano seguinte, haverá três unidades europeias disponíveis.
A fábrica de Ghent, na Bélgica, aparece como uma candidata especialmente interessante. Desde 2025, ela produz o Volvo EX30, que utiliza a arquitetura SEA desenvolvida pela Geely e compartilhada com outros carros do grupo, como o Zeekr X.
Além disso, a Volvo vem investindo na modernização da unidade belga e já abriu a possibilidade de fabricar veículos de outras marcas por lá. Ainda assim, o grupo não confirmou qual planta receberá seus futuros modelos.

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Fonte: Mario Villaescusa / Motor1.com
Produção europeia ajuda a escapar das sobretaxas
Fabricar os carros dentro da Europa também reduz um problema importante para as marcas chinesas. Atualmente, elétricos da Geely produzidos na China enfrentam uma tarifa adicional de 18,8% na União Europeia, além dos 10% normalmente cobrados sobre automóveis importados.
A produção local diminui a exposição a essas cobranças e evita que a expansão da marca dependa apenas de veículos enviados da China. É justamente aí que os acordos recentes começam a formar uma estratégia maior.
Na Espanha, a Geely aproveitará uma fábrica da Ford com capacidade disponível. Em outras partes da Europa, poderá utilizar unidades da Volvo que já pertencem ao mesmo grupo. Nos dois casos, consegue aumentar a produção local sem precisar construir fábricas completamente novas.
A estratégia não é exclusiva da Europa. Por aqui, a Geely segue caminho semelhante por meio de sua parceria com a Renault, que prevê a produção de modelos da marca chinesa no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR) ainda no ano de 2026.
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