Primeiro SUV compacto da Toyota produzido no país, o Yaris Cross chegou ao mercado no fim de 2025 com a missão de substituir o hatch e o sedã compactos. A mudança de estratégia mirou a categoria de utilitários esportivos, segmento de maior rentabilidade e elevado ticket médio no mercado brasileiro.
O movimento se refletiu nas vendas: entre fevereiro e junho, o modelo acumulou 15.622 unidades emplacadas — superando com folga os 7.547 registros somados de seus antecessores em todo o ano de 2025.
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Fonte: Mario Villaescusa / Motor1.com
Levantamento feito pelo Motor1.com Brasil junto à rede de concessionárias revela que a fila de espera pelo SUV varia entre 60 e 90 dias, a depender da configuração. Para entender o que tem atordoado a concorrência e atraído os compradores, mostramos os detalhes da cabine da versão de topo XRX, equipada com motor 1.5 aspirado e tabelada em R$ 178.990.
Mais Daihatsu que Toyota
É fato que o Yaris Cross trouxe sopro de novidade dentro da gama. As versões hatch e sedã, vendidas até então, ainda traziam muito da identidade da japonesa na década passada, sendo amplamente inspiradas no Corolla. A parte boa é que, como um bom japonês, conta com muitos botões físicos.
Com o SUV, a ideia muda de figura. Não é tão moderno quanto um RAV4 ou o elétrico bZ4X, mas traz linhas diferentes do que é de costume dentro de um Toyota. O problema? Ele herda muitas das soluções da antiga divisão de baixo custo da japonesa, a Daihatsu, com plásticos, rebarbas e esmero abaixo do que se espera num carro dessa faixa de preço hoje.

Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com
Contraste de telas
A Toyota equipou a versão topo de linha do SUV com um cluster digital de 7″ para os instrumentos, um pouco maior do que a tela de 4,2″ da versão XR, mas relativamente pequeno comparado aos rivais e com layout ao estilo calculadora, sem muita personalização e resolução abaixo do esperado.
Em contraponto, a multimídia dá o troco e é bem intuitiva e rápida, fugindo das antigas críticas comuns aos modelos japoneses de forma geral. De negativo? Não há botão físico para o volume, presente apenas no volante. Na conectividade, oferece pareamento sem fio tanto para Apple CarPlay quanto Android Auto, de fácil conexão. Abaixo, no console, tem carregador por indução e duas tomadas USB, uma do tipo A e uma C.

Fotos de: Mario Villaescusa / Motor1.com

Fotos de: Mario Villaescusa / Motor1.com
Espaçoso para a categoria
Com 4.310 mm de comprimento, 1.655 mm de altura, 1.770 mm de largura e distância entre-eixos de 2.620 mm, o Yaris Cross está entre os maiores rivais tradicionais, ainda que não aparente do lado de fora. Feito na base modular DNGA — D de Daihatsu —, o SUV leva bem quatro passageiros, mas, tal como a maioria dos rivais, sofre com o quinto lugar, estando mais adaptado para crianças do que adultos.
Já no conforto, não há muitos luxos: nenhum banco conta com ajustes elétricos, algo que já vem se tornando comum nessa faixa de preço. Atrás, pelo menos, os ocupantes têm à sua disposição duas saídas de ar e duas tomadas USB do tipo C, mas a iluminação ambiente é exclusiva dos passageiros da frente.
Teto é grande, mas não abre
Um dos grandes destaques dos Yaris Cross mais caros é o teto solar panorâmico. Ocupando boa parte da folha do teto, ajuda a dar sensação de amplitude na parte interna, contando com cortina elétrica e dois vidros. A parte negativa? Eles são fixos.
De positivo, há luzes de teto em LED, bem como alças para todos os passageiros. Atrás, as largas colunas atrapalham a visualização em manobras, algo que é compensado em partes pela câmera de ré 360 graus e pelo sensor de estacionamento traseiro.

Fotos de: Mario Villaescusa / Motor1.com

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Porta-malas é destaque
Para bagagens, os usuários do Yaris Cross têm à sua disposição 400 litros, volume bom para a categoria de SUVs compactos e cerca de 90 litros maior do que o antigo Yaris hatchback. Também não está longe do Corolla Cross, que conta com 440 litros.
Ele é todo forrado, conta com iluminação em LED e estepe do tipo temporário, com um conjunto de pneus T155/80 R17, enquanto a roda é de aço estampado. Em tempos de kit de reparo, sai na frente de muitos concorrentes. Por fim, a versão de topo ainda aposta em tampa do porta-malas com sistema automatizado. Para abrir, basta passar o pé por baixo do centro do para-choque traseiro, fazendo um movimento de “chute” leve.

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– Equipe do Motor1.com