A fábrica da Caoa Chery em Jacareí, no Vale do Rio Paraíba do Sul, está sem atividade fabril desde o encerramento da produção em 2022, quando deixou de fazer o modelo Tiggo 3x.
Desde então, a unidade não produziu nenhum veículo e não tem um cronograma oficial de retomada das atividades por parte da empresa, o que desagrada a administração do município paulista.
Localizada às margens da Rodovia Presidente Dutra, a fábrica da Caoa Chery permanece num limbo desde então, com a promessa de retomada da produção com veículos eletrificados.
Mas, após quatro anos “desligada”, a fábrica agora terá uma ação de desapropriação movida pela prefeitura de Jacareí, conforme publicado no site G1.
Nesta segunda (20), a Prefeitura de Jacareí informou oficialmente que enviou um ofício à administração da CAOA e também à Chery International, sócia do grupo brasileiro na planta.

Segundo a prefeitura, o ofício foi endereçado diretamente ao presidente do Grupo CAOA, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, e ao gerente-geral da Chery International Brasil, Cláudio Guowei Xu.
Motivada pela ausência de um plano concreto de retomada da produção na fábrica, a Prefeitura de Jacareí dará prosseguimento aos procedimentos internos para a edição e publicação de um decreto de desapropriação do imóvel.
Desde junho de 2025, a administração municipal está em contato com a empresa, que atende às solicitações de esclarecimentos sobre o empreendimento parado, mas sem nenhuma ação por parte da mesma.
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Fábrica Caoa Chery de Jacareí parada desde 2022 deve ser reativada com quais medidas
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A prefeitura local também comunicou à CAOA a decisão de rever a isenção de IPTU, cobrando assim valores retroativos de empreendimentos industriais locais inativos.

Além disso, o município avisou sobre uma possível reversão da doação do terreno público onde a fábrica está instalada e chegou a dar um prazo de 45 dias para a Caoa Chery voltar a produzir localmente.
CAOA e Chery International Brasil pediram uma ampliação do prazo e a prefeitura estendeu para 12 meses, mas desde então, nenhum sinal de retomada foi feito.
Construída para produzir os modelos da Caoa Chery, a fábrica de Jacareí passou por dificuldades logo no início da operação, com uma greve devido aos baixos salários.
Todavia, a planta seguiu adiante com a produção de modelos como o QQ e o Tiggo 2, além do Arrizo 5 e outros.

Com seu fechamento, especulou-se que a planta passaria para a Omoda & Jaecoo, que pertence à Chery, mas esta acabou fechando acordo com a Jaguar Land Rover para fazer seus carros em Itatiaia, no Rio de Janeiro.
Outra opção seria a Jetour, que já avisou que terá produção nacional a partir de 2027 no Brasil e que não descartaria dividir a linha com a Chery, sua controladora.
No entanto, há duas semanas, a empresa chinesa sinalizou o Estado do Espírito Santo como um possível destino fabril, segundo o jornal A Gazeta.

Há também a Lepas, outra marca da Chery que virá, mas ela estaria atrelada à Omoda & Jaecoo, segundo a revista Autoesporte e, por consequência, qualquer ação de produção local provavelmente ocorrerá no Rio.
Segundo a revista, que reproduziu também a informação, a CAOA não quis comentar o assunto, não obtendo também posição da Chery.
Assim, por ora, o destino da fábrica da Caoa Chery em Jacareí continua incerto, embora a planta tenha potencial para ampliar a produção nacional nos próximos anos. Marcas para ocupá-la é o que não falta…
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