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Cuiabá dobra número de Salas Acolher + Saúde para proteger mulheres

Vítimas de violência doméstica em Cuiabá passaram a contar com uma rede de amparo mais ampla e descentralizada. A Prefeitura da capital duplicou a quantidade de unidades do programa Salas Acolher + Saúde, saltando de dois para quatro espaços dedicados ao acolhimento e suporte especializado em postos médicos municipais.

Atendimento multidisciplinar e integrado

Funcionando dentro de Unidades de Saúde da Família, o projeto une esforços das secretarias municipais de Saúde e da Mulher para prestar assistência completa. Nos locais, as pacientes têm acesso a equipes formadas por médicos, enfermeiros, dentistas, nutricionistas, assistentes sociais e psicólogos.

A gestora da pasta da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, pontua que a articulação entre as secretarias facilita os encaminhamentos necessários conforme cada caso. “As Salas Acolher + Saúde são uma estratégia da Prefeitura de Cuiabá para ampliar o atendimento às mulheres em situação de violência. A Secretaria da Mulher trabalha integrada com a Secretaria de Saúde, de maneira que as mulheres que estejam em situação de violência tenham real atendimento dentro da Prefeitura de Cuiabá”, destacou.

Fluxo cruzado e capilaridade territorial

O sistema opera de forma mútua: quem busca ajuda em uma unidade médica pode ser direcionada para os serviços de proteção à mulher, da mesma forma que os casos que chegam primeiro pelos órgãos especializados conseguem acesso rápido à rede de saúde.

A secretária adjunta de Atenção Primária, Cinara Thaís Silva de Brito Sobrinho, ressalta que a expansão garantiu a presença de pelo menos uma unidade em cada regional de saúde. “Anteriormente nós tínhamos duas Salas Acolher + Saúde. Hoje nós temos quatro, ou seja, nós duplicamos para que essas mulheres tenham mais acesso e, principalmente, dentro do território, garantindo que cada regional de saúde tenha pelo menos uma sala”, afirmou.

Unidades estratégicas na capital

Atualmente, as salas estão ativas nas USFs do Jockey Clube, Grande Terceiro, CPA 4 e Ribeirão da Ponte. A gestão municipal esclarece que esses locais substituíram as antigas Salas da Mulher que operavam nas UPAs, priorizando um modelo focado na capilaridade territorial.

Além disso, o acesso é flexível para facilitar a busca por ajuda. “Isso significa que a mulher não precisa morar na região onde está localizada a unidade para buscar atendimento. Ela pode procurar qualquer um dos quatro espaços e será acolhida pela equipe”, completou Cinara.

Para situações de violência sexual ocorridas em um intervalo inferior a 72 horas, a orientação oficial é o encaminhamento direto ao Hospital Universitário Júlio Muller, referência no atendimento por meio do Projeto Ipê.

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