Renault Kwid 2027 ganha duas telas e parte de R$ 71.090

A Renault promoveu uma atualização surpreendentemente ampla no Kwid para a linha 2027. Lançado no Brasil em 2017, o compacto passa pela segunda reestilização sem abandonar o projeto concebido originalmente na Índia como um modelo popular, básico e de baixo custo. A principal transformação está na cabine, que recebe novo painel, duas telas coloridas e materiais capazes de elevar a percepção de qualidade a um nível pouco comum entre os carros mais baratos do País.

O Renault Kwid foi um dos primeiros compactos de entrada a explorar elementos visuais associados aos SUVs, bem antes de essa caracterização avançar sobre quase todos os segmentos do mercado brasileiro. A receita ajudou o modelo a superar 500 mil unidades vendidas no País e 800 mil exemplares produzidos no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), considerando também os veículos destinados à exportação.

Mudanças discretas por fora

Externamente, a Renault optou por não descaracterizar o Kwid. A dianteira concentra as alterações mais perceptíveis, com para-choque redesenhado, formas mais vincadas e uma grade em preto brilhante que incorpora a nova identidade visual da marca. O conjunto ficou mais envolvente e transmite uma aparência mais esportiva, embora as proporções e a estrutura da carroceria tenham sido mantidas.

Todas as versões passam a contar com luzes de circulação diurna de LEDs e antena do tipo barbatana de tubarão. Na traseira, as lanternas ganharam lentes transparentes e máscaras negras que realçam a assinatura luminosa de LEDs, enquanto a câmera de ré foi integrada ao emblema da Renault. A configuração Outsider acrescenta o teto bíton, novos grafismos, proteções externas e rodas de liga leve diamantadas de 14 polegadas.



Renault Kwid 2027

Foto de: Divulgação

Cabine dá salto tecnológico

Se por fora as mudanças são pontuais, o interior é capaz de transmitir a sensação de uma atualização muito mais profunda. O painel foi completamente redesenhado e agora combina o quadro de instrumentos digital TFT de 7 polegadas com uma central multimídia flutuante de 10,1 polegadas. Posicionadas lado a lado na parte superior, as duas telas formam uma espécie de cockpit e mudam significativamente a aparência da cabine.

A central Media Evolution é a mesma utilizada no Kardian e oferece mais recursos que o equipamento anterior, incluindo Android Auto e Apple CarPlay sem fio. O sistema também concentra informações de consumo, condução e funcionamento do veículo. Na versão Techno, há comandos de áudio no novo volante multifuncional e duas conexões USB-C para os ocupantes.



Renault Kwid 2027

Fotos de: Divulgação



Renault Kwid 2027

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A evolução não depende apenas das telas. O interior continua usando predominantemente plástico rígido, como de praxe em um automóvel dessa faixa de preço. Mas a Renault trabalhou melhor as texturas, cores e revestimentos. Na Techno, os bancos recebem tecido azul com formas tridimensionais. Já a Outsider adota uma combinação de tecido e material sintético com aparência semelhante à do neoprene, associada à proposta mais jovem e aventureira da versão.



Renault Kwid 2027

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Mesmo motor, baixo consumo

Nosso primeiro contato com o Renault Kwid 2027 foi estático, mas não há modificações mecânicas, estruturais ou na calibração dinâmica. Permanece o motor 1.0 SCe flex de três cilindros, capaz de entregar 71 cv e 10 kgfm com etanol, ou 68 cv e 9,4 kgfm com gasolina. A transmissão continua sendo manual de cinco marchas em toda a linha, com tração dianteira.

A pouca potência é compensada parcialmente pelo baixo peso do carro, característica que favorece tanto a agilidade no trânsito urbano quanto o consumo. Segundo os números do Inmetro, o Kwid registra 14,4 km/l na cidade e até 15,4 km/l na estrada com gasolina, mantendo a Nota A no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).



Renault Kwid 2027

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As limitações conhecidas do projeto também permanecem. A carroceria estreita restringe o espaço lateral, especialmente quando há mais de dois adultos na cabine. Em contrapartida, os 2,42 metros de distância entre-eixos permitem um aproveitamento razoável para os passageiros, enquanto o porta-malas de 290 litros continua entre os maiores dos compactos de entrada. Com o banco traseiro rebatido, a capacidade chega a 1.100 litros.

Kwid 2027 parte de R$ 71.090

A versão Evolution substitui a antiga Zen e tem preço de tabela de R$ 82.790, mas será oferecida inicialmente por R$ 71.090. Ela já inclui quadro de instrumentos digital, quatro airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, sensor de estacionamento traseiro, ar-condicionado, direção elétrica e monitoramento da pressão dos pneus.

A Techno ocupa o lugar da antiga Intense e custa R$ 75.990 na condição de lançamento, ante uma tabela de R$ 85.890. Além dos equipamentos da Evolution, acrescenta o multimídia de 10,1 polegadas, espelhamento sem fio, câmera de ré, comandos de áudio no volante, retrovisores elétricos e rodas de aço de 14 polegadas com acabamento bíton.



Renault Kwid 2027

Foto de: Divulgação

No topo, a Outsider mantém a tabela de R$ 91.190, mas chega às lojas por R$ 84.890. A configuração acrescenta rodas de liga leve diamantadas, acendimento automático dos faróis, bancos exclusivos, teto bíton e elementos externos que reforçam o estilo aventureiro. A Renault não determinou uma data para o encerramento desses valores promocionais.



Renault Kwid 2027

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Kwid chega à sua melhor forma

Ao ampliar o conteúdo e preservar praticamente os preços anteriores, a Renault coloca o Kwid 2027 em sua melhor forma desde o lançamento. O projeto está próximo de completar uma década nas lojas e não esconde algumas limitações de origem, mas a nova cabine, o acabamento mais bem resolvido e a conectividade atualizada deixam o compacto mais competitivo para quem procura o primeiro carro zero-quilômetro.

A renovação também chega em um momento importante para a operação brasileira. Enquanto o Kwid continua sendo a porta de entrada da Renault, a Geely, sócia da fabricante francesa na nova estrutura montada para o País, começa a ganhar espaço com o elétrico EX2 e com as versões elétrica e híbrida do SUV EX5. Atualizar um produto de grande volume sem encarecê-lo foi, portanto, uma decisão necessária para manter a competitividade do modelo na base do mercado.

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