Quanto custa manter um carro? Pesquisa revela os maiores gastos

Ter um carro continua pesando no orçamento dos brasileiros. Levantamento realizado pela Serasa mostra que 67% das famílias colocam as despesas com o automóvel entre os três maiores gastos anuais, ao lado de custos como moradia, alimentação e educação.

Combustível, IPVA, licenciamento, seguro, manutenção, pneus, pedágios e estacionamento estão entre as despesas que mais pressionam o orçamento. Um levantamento da associação de proteção veicular TODOS Protegidos estima que manter um carro popular utilizado diariamente pode custar até R$ 1.632 por mês, valor que varia conforme o modelo, a idade do veículo e a quilometragem percorrida.



Combustíveis não são o único vilão no custo do carro

Foto de: Reprodução I.A Gemini

Combustível lidera, mas não é o único vilão

Entre todas as despesas relacionadas ao carro, o combustível continua sendo apontado como o principal peso para a maioria dos motoristas. Além do uso diário, as oscilações constantes nos preços tornam difícil prever quanto será gasto ao longo do mês.

Na sequência aparecem custos que costumam passar despercebidos no dia a dia, mas representam uma parcela importante do orçamento anual, como IPVA, licenciamento, seguro, revisões periódicas, troca de pneus e pequenas manutenções preventivas.



Teste Fiat Mobi Trekking 2026 - dianteira

Foto de: Motor1 Brasil



VW T-Cross Comfortline 200 TSI 2025

Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com



Jeep Compass Sport T270 2026

Foto de: Motor1 Brasil

O IPVA, por exemplo, pode variar bastante dependendo do estado onde o veículo está registrado. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a alíquota é de 4% sobre o valor venal do automóvel. Já Espírito Santo, Santa Catarina e Acre cobram 2%, reduzindo pela metade o imposto para um mesmo veículo.

Na prática, um Fiat Mobi Like, tabelado em R$ 85.490, paga R$ 3.419,60 de IPVA em São Paulo, mas R$ 1.709,80 no Espírito Santo. Já um Volkswagen T-Cross 200 TSI, cuja tabela parte de R$ 152.890, recolhe R$ 6.115,60 no mercado paulista e R$ 3.057,80 no capixaba. 

A diferença cresce em modelos mais caros. Um Jeep Compass Sport (R$ 174.990), por exemplo, paga entre R$ 3.499,80 e R$ 6.999,60 de IPVA, dependendo do estado. Somados, esses gastos podem superar o valor das parcelas do próprio veículo, principalmente para quem roda grandes distâncias diariamente.



Toyota Corolla Altis usa pneus 215 50

Atenção aos pneus ajuda a reduzir o consumo e desgaste de componentes 

Foto de: Redação Motor1 Brasil

Pequenos hábitos ajudam a economizar

Embora boa parte dessas despesas seja inevitável, alguns hábitos podem reduzir o custo de propriedade do veículo ao longo do tempo. Dirigir de forma mais suave, evitando acelerações e frenagens bruscas, ajuda a reduzir o consumo de combustível e o desgaste de componentes como freios e pneus. Por falar em pneus, manter a calibragem em dia e realizar alinhamento e balanceamento periodicamente também contribuem para aumentar sua vida útil e melhorar a eficiência.

Outro ponto importante é respeitar os intervalos de manutenção definidos pela fabricante. A troca de óleo, filtros e correias dentro dos prazos recomendados costuma evitar reparos muito mais caros no futuro.



VW Tera - Desenvolvimento e segurança - Crash Test

Foto de: Volkswagen

Seguro também evita gastos inesperados

Além do combustível, dos impostos e da manutenção, outro custo que merece atenção é o seguro. Apesar da importância, a maior parte da frota brasileira ainda circula sem qualquer tipo de cobertura. Levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostra que apenas 29% dos automóveis em circulação no país possuem seguro.

O que você pensa sobre isso?

Na prática, isso significa que mais de 44 milhões de veículos estão desprotegidos contra colisões, roubos e outros imprevistos, fazendo com que eventuais reparos ou perdas tenham de ser arcados integralmente pelo proprietário.

Uma mensalidade menor nem sempre representa o menor custo. Franquias elevadas ou coberturas reduzidas podem aumentar bastante o desembolso do proprietário em caso de colisão ou roubo. Por isso, antes de contratar qualquer modalidade, vale conferir exatamente o que está coberto, as exclusões previstas em contrato e a reputação da empresa ou associação responsável pela proteção do veículo.

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