Próximo Mini Cooper terá motor traseiro e visual de R50

A Mini já começou a trabalhar na próxima geração do Cooper e prepara uma mudança capaz de mexer bastante com a receita do hatch. Além de buscar inspiração nas proporções do R50 lançado em 2001, a marca estuda abandonar a tradicional tração dianteira na versão elétrica para adotar uma arquitetura com motor traseiro.

A ideia acompanha a nova estratégia elétrica da BMW e pode colocar o futuro Cooper sobre uma derivação da tecnologia Gen6 desenvolvida para os modelos feitos na Neue Klasse. A solução ainda precisa passar pelo aval definitivo da fabricante, mas já é tratada internamente como um caminho para preservar justamente uma das características mais importantes do Mini: o comportamento divertido ao volante.

Motor vai parar na traseira

Hoje, as duas famílias do Cooper seguem caminhos técnicos diferentes. O elétrico utiliza uma plataforma de tração dianteira desenvolvida a partir da parceria chinesa da Mini, enquanto as versões a combustão continuam sobre uma evolução da arquitetura utilizada pela geração anterior.

Isso pode mudar completamente no próximo elétrico. A BMW avalia levar ao Mini parte da tecnologia Gen6 que começa a aparecer nos novos modelos Neue Klasse, como o iX3. Nessa arquitetura, o principal motor elétrico fica instalado no eixo traseiro.



BMW Série 1 (2028), a renderização do Motor1.com

BMW Série 1 (2028), a renderização do Motor1.com

Foto de: Motor1.com

Joachim Post, responsável pelo desenvolvimento da BMW, confirmou à Autocar que a possibilidade está sendo estudada. Segundo o executivo, o parâmetro para a decisão será manter o chamado “prazer ao dirigir” que historicamente faz parte da proposta da Mini.

A mudança vai bem além de simplesmente trocar quais rodas recebem a força. Com o eixo dianteiro livre da função de tracionar o carro, os engenheiros ganham outras possibilidades de acerto para direção e distribuição de massas, enquanto a bateria pode permanecer posicionada entre os eixos.

O projeto também conversa diretamente com os planos da própria BMW para seus carros menores. A fabricante prepara um futuro Série 1 elétrico, conhecido internamente como um possível i1, também com arquitetura de tração traseira. Isso indica que a Gen6 não ficará restrita aos SUVs e sedãs maiores da Neue Klasse.

Ainda assim, a solução do Cooper não recebeu sinal verde definitivo. A BMW precisa conseguir encaixar bateria, motor e sistemas eletrônicos dentro das dimensões compactas esperadas para um Mini sem tornar o projeto caro ou comprometer espaço interno e segurança.

R50 de 2001 será a inspiração

Se por baixo da carroceria a revolução será tecnológica, por fora a Mini pretende olhar mais de duas décadas para trás. O chefe de design da marca, Holger Hampf, confirmou que o R50 de 2001 será uma das principais referências para a próxima geração.

Não espere, porém, uma simples releitura retrô. Segundo Hampf, o ponto central estará nas proporções. O executivo considera essa característica “inegociável” para que o carro continue sendo reconhecido imediatamente como um Mini.

O R50 é lembrado justamente pelo conjunto formado por balanços bastante curtos, rodas próximas às extremidades, para-brisa e vidros relativamente verticais e teto bem destacado da carroceria. Faróis redondos e uma dianteira simples completavam o desenho que inaugurou a era moderna da marca já sob controle da BMW.

O que você pensa sobre isso?

A intenção é preservar esses elementos básicos enquanto o restante do carro avança. Estruturas de segurança mais complexas, sistemas de assistência ao motorista e, principalmente, uma grande bateria ocupam muito mais espaço do que os componentes encontrados no Cooper de 2001.

Hampf também quer evitar que o próximo modelo pareça uma “peça de museu”. A ideia será reinterpretar elementos conhecidos da Mini com soluções de aproveitamento de espaço e pequenos detalhes de design capazes de dar mais personalidade ao carro.

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