A Polícia Civil de Mato Grosso iniciou, na manhã desta quarta-feira (7), a Operação Nomad com o propósito de desmantelar uma organização criminosa focada no tráfico de drogas e associação para o tráfico com atuação central em Tangará da Serra. A ofensiva mobiliza mais de 40 agentes em diligências simultâneas realizadas em Tangará da Serra, Cuiabá e Goiânia.
Detalhamento das ordens judiciais
Ao todo, a operação executa 55 medidas cautelares determinadas pela Justiça. O pacote de sanções inclui 13 mandados de prisão preventiva, 13 ordens de busca e apreensão, além de 21 decisões de quebra de sigilo telefônico e telemático. Adicionalmente, foram decretados oito bloqueios e indisponibilidades de contas bancárias e valores. Até o momento, dois flagrantes foram contabilizados durante o cumprimento das diligências.
Estratégia de ocultação dos suspeitos
O grupo criminoso era monitorado por manter uma estrutura altamente dinâmica. A investigação apontou que os alvos evitavam fixar residência, optando pela constante mudança entre imóveis, moradias transitórias e esconderijos para evitar o rastreamento das autoridades. Por conta dessa característica, o Poder Judiciário concedeu autorização para buscas em caráter itinerante, permitindo que as equipes policiais realizassem ações em diversos pontos de apoio conforme a movimentação dos investigados.
Origem do nome da operação
O batismo da ação policial está diretamente ligado ao modo de operação dos criminosos. O nome escolhido faz alusão à mobilidade constante apresentada pelo grupo durante o período de apuração. “Nomad” remete à ideia de constante mobilidade, em razão da utilização de diferentes imóveis e pontos de apoio pelos investigados como forma de dificultar o trabalho policial.
O objetivo central da Polícia Civil agora é consolidar as provas apreendidas para aprofundar o entendimento sobre a hierarquia e o funcionamento logístico da facção. As prisões e o sequestro de bens buscam desarticular a capacidade operacional e financeira da organização.