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O antigo Chery QQ volta ao Brasil em 2027 na Omoda, como elétrico maior e mais equipado com tela de 15,6 polegadas

A terceira geração do QQ tem porte maior que o antigo subcompacto vendido no Brasil e deve estrear no país em 2027.

A volta do QQ ao Brasil passa por uma troca de marca: o antigo hatch da Chery reaparecerá em 2027 como Omoda QQ, agora um EV comercializado pela Omoda & Jaecoo.

Os direitos sobre o nome QQ no país pertencem à operação conjunta da Caoa Chery, por isso a matriz chinesa escolheu a bandeira Omoda para vender o novo hatch de forma independente e evitar conflitos comerciais.

A decisão também distancia o modelo da imagem de subcompacto de baixo custo associada ao primeiro Chery QQ, visto nas ruas brasileiras nos anos 2000 e produzido em Jacareí (SP) no começo da década passada, com qualidade considerada questionável.

O mercado que espera o novo QQ inclui o BYD Dolphin e o Dolphin Mini, além de Geely EX2, GAC Aion UT e MG4 Urban, rivais que o hatch encontrará ao chegar às lojas brasileiras.

Fora da China, o carro já estreou com outro sobrenome: é vendido como Chery Q nas Filipinas, na Tailândia, na Indonésia e na África do Sul, enquanto seu nome no mercado chinês é QQ3.

As proporções mostram o tamanho do salto em relação ao antigo subcompacto: são 4,195 m de comprimento, 1,81 m de largura, cerca de 1,57 m de altura e 2,70 m de distância entre os eixos.

Hatch branco visto de cima e pela traseira, com teto panorâmico escuro, lanternas retangulares e placa QQ3.
A vista traseira mostra o desenho das lanternas e do porta-malas do QQ3, nome usado para o modelo no mercado chinês.

Por dentro, a cabine adota visual minimalista e concentra os comandos em uma tela sensível ao toque, acompanhada de quadro de instrumentos digital e bancos dianteiros com ventilação e aquecimento.

A central multimídia mede 15,6 polegadas, enquanto o porta-malas traseiro comporta 375 litros e o compartimento dianteiro acrescenta outros 70 litros.

A terceira geração começou a ser vendida na China em abril e não tem relação visual nem técnica com o QQ conhecido no Brasil: usa a plataforma T12, com motor e tração traseiros.

Há duas configurações no mercado chinês, começando por uma de 79 cv, bateria de 29,48 kWh e autonomia de 310 km segundo o ciclo local CLTC, números que ainda não definem a versão brasileira.

A alternativa mais potente entrega 122 cv e 11,7 kgfm, traz bateria de 41,28 kWh e alcança 420 km no mesmo ciclo chinês, ampliando a distância em relação à opção de entrada.

Na recarga rápida, o tempo informado para levar a bateria de 30% a 80% é de cerca de 16,5 minutos.

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Interior com volante de dois tons, painel digital atrás do volante e tela multimídia ampla no centro do painel.
A cabine do QQ3 combina quadro de instrumentos digital e central multimídia de 15,6 polegadas, segundo as informações do modelo.

A configuração destinada ao Brasil ainda não foi confirmada, mas concessionários da Omoda & Jaecoo apostam na versão de 122 cv, com a bateria maior, para obter ao menos 300 km de autonomia pelo Inmetro.

As estimativas de preço para o mercado brasileiro vão de R$ 125 mil a R$ 150 mil, sem confirmação da versão que chegará às concessionárias.

A estreia do Omoda QQ está prevista para 2027 e integra o plano de sete lançamentos programados pela Omoda & Jaecoo para aquele ano.

Fonte: Jornal do Carro

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