Um desacordo envolvendo o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais terminou em homicídio na noite de domingo (4), no distrito de Belo Monte do Pará, área rural de Novo Repartimento, localizada no sudeste do estado.
A dinâmica do crime e a recusa da vítima
Antônio Jardim Gomes perdeu a vida após ser baleado por se negar a repassar o automóvel que havia colocado em risco no pleito. Conforme apurado pela Polícia Civil, ele havia apostado a própria caminhonete no triunfo de um candidato específico à presidência logo na primeira etapa da votação. Como o cenário esperado não ocorreu, o indivíduo que venceu a aposta foi até a casa de Antônio para cobrar o combinado e tomar posse do carro.
Testemunhas relataram que Antônio se negou a entregar as chaves da caminhonete, dando início a uma discussão entre os dois. O suspeito efetuou cerca de seis disparos de arma de fogo contra a vítima, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O atirador fugiu levando o veículo logo após o assassinato e continuava foragido até o fechamento da apuração.
Ação policial e investigações no sudeste paraense
A Polícia Militar do Pará informou que enviou uma equipe à Vila Belo Monte logo após o ocorrido. Os militares isolaram a área do crime e aguardaram a chegada da Polícia Civil e da perícia científica para os procedimentos legais. Buscas estão sendo realizadas na região para tentar localizar o autor dos disparos.
Em nota, a Polícia Civil do Pará confirmou que a Delegacia de Novo Repartimento investiga o caso como homicídio doloso, quando há intenção de matar. Segundo a PC, perícias já foram solicitadas e testemunhas estão sendo ouvir para ajudar a esclarecer a dinâmica exata do crime.
Canais para denúncias anônimas
A polícia pede que qualquer informação que ajude a localizar o suspeito ou que auxilie nas investigações seja repassada de forma anônima. As denúncias podem ser feitas por meio do Disque-Denúncia (181) ou pelo canal de atendimento virtual via WhatsApp da assistente virtual Iara, pelo número (91) 3210-0181. O sigilo absoluto do denunciante é garantido pelas autoridades.