A General Motors prepara uma nova etapa para os comandos de bordo, apostando em inteligência artificial capaz de compreender o carro além das funções comuns.
O sistema próprio deverá estrear ainda neste ano, com integração mais profunda aos recursos do veículo, aos dados de telemetria e aos serviços conectados.
A proposta vai além do Gemini, assistente do Google lançado recentemente pela fabricante para milhões de modelos do ano-modelo 2022 em diante.
Segundo Anna Santos, diretora de gerenciamento de produto de voz e inteligência artificial e aprendizado de máquina da GM, o novo recurso será nativo.
A executiva afirma que a ferramenta combinará inteligência artificial conversacional, conhecimento específico dos veículos GM e informações do OnStar em uma única experiência.
Essa união permitirá oferecer funções que um assistente de uso geral não consegue executar por operar sem acesso amplo à estrutura do automóvel.
Santos explicou à CNBC que o sistema deverá compreender melhor o veículo, o trajeto e as necessidades dos clientes durante o uso diário.
A fabricante ainda não revelou o nome comercial da tecnologia, embora confirme que seu desenvolvimento já envolve um fornecedor de modelos avançados de linguagem.
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A identidade dessa empresa parceira permanece reservada, mas sua plataforma ajudará a GM a criar recursos direcionados à rotina de proprietários e motoristas.
Entre as possibilidades estão manutenção preditiva, leitura de telemetria e respostas relacionadas ao funcionamento do carro, além de comandos personalizados para diferentes situações.
Um exemplo citado é a configuração para crianças, que poderia ajustar música, bancos, climatização e travas das portas com uma única solicitação.
O Gemini já permite conversas naturais, dispensando frases previamente decoradas ou a repetição constante de informações apresentadas anteriormente pelo usuário.
A ferramenta também começa a oferecer sessões ao vivo, nas quais conversa de forma contínua ou conduz jogos como perguntas gerais e vinte perguntas.
Alguns controles do veículo também podem ser acionados pelo Gemini, incluindo temperatura da cabine e rádio, embora sua atuação ainda seja semelhante à de um celular.
Para Santos, essa camada mais superficial limita o alcance da tecnologia, já que o assistente não conhece profundamente todos os sistemas disponíveis no automóvel.
A futura solução busca justamente eliminar essa distância, conectando a conversa diretamente às informações internas que pertencem ao ecossistema da General Motors.
Esses dados serão próprios da companhia, permitindo desenvolver respostas e funções baseadas nas características reais de cada modelo e de seus recursos instalados.
A GM considera esse controle essencial para construir um nível de conhecimento automotivo que assistentes genéricos dificilmente alcançam sem integração direta com a fabricante.
O projeto também representa o início de uma estratégia mais ampla de inteligência artificial, em vez de uma simples substituição do sistema oferecido pelo Google.
Gemini deverá continuar como parte dessa evolução, enquanto o novo assistente assumirá tarefas que dependem de informações específicas do carro e do OnStar.
A diferença central estará na capacidade de relacionar pedidos comuns a condições do veículo, preferências dos ocupantes e dados coletados ao longo do uso.
Ao aproximar inteligência artificial, telemetria e comandos de bordo, a GM pretende transformar conversas simples em ações mais úteis para a experiência de propriedade.
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