A vantagem construída pela GM entre os EVs pode desaparecer rapidamente, já que novos projetos da Chevrolet e Cadillac perderam prioridade nos próximos anos.
A Chevrolet permanece como a segunda marca de EVs mais vendida dos EUA, atrás da Tesla, enquanto a Cadillac conquistou espaço relevante entre os modelos sofisticados.
Apesar dessa posição, a GM direciona novamente seus investimentos para automóveis a combustão e deixa poucas novidades elétricas confirmadas para suas duas principais divisões.
Mary Barra, CEO da GM, afirmou após os resultados do segundo trimestre que a próxima geração de modelos Cadillac a combustão começará a chegar na próxima primavera.
Essa renovação inclui o sedã CT5, o SUV XT5 e o XT6 de três fileiras, que dividirão as concessionárias com os atuais utilitários elétricos.
A Cadillac pretendia vender exclusivamente modelos elétricos até 2030, mas a chegada desses produtos representa uma revisão ampla daquela estratégia anunciada anteriormente.
Movimento semelhante ocorre na Chevrolet, mesmo depois de a marca terminar o primeiro semestre na segunda posição entre as fabricantes de EVs nos Estados Unidos.
O novo Bolt 2027 terá vida curta, pois sua produção terminará no fim do ano para liberar espaço a um crossover a combustão no Kansas.
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A GM reduzir investimentos em EVs e focar combustão nos EUA melhora o futuro da Chevrolet e Cadillac?
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Equinox EV, Blazer EV e Silverado EV continuarão disponíveis, embora nenhuma renovação importante tenha sido oficialmente confirmada pela empresa até agora.
Segundo a Automotive News, Blazer EV e Equinox EV podem receber mudanças significativas em 2028, mas os dois projetos ainda não estão definitivamente aprovados.
A demora abre espaço para Hyundai, Toyota e outras concorrentes ampliarem presença antes que a GM apresente respostas relevantes no segmento elétrico.
O Hyundai IONIQ 5 já supera o Equinox EV, anteriormente o elétrico mais vendido da GM, e ocupa a terceira posição nacional entre os EVs.
A Toyota também avançou com o bZ atualizado, que terminou junho à frente do Equinox e reforçou a pressão sobre a linha elétrica da Chevrolet.
Rivian R2, BMW iX3 e Tesla Model Y L estão entre os próximos lançamentos capazes de tornar a disputa ainda mais difícil.
A Hyundai produz IONIQ 5 e IONIQ 9 de três fileiras na Metaplant da Geórgia, enquanto o Equinox EV sai de uma fábrica mexicana.
Paralelamente, Hyundai e SK On inauguraram uma unidade de baterias de US$ 5 bilhões (R$ 25,630 bilhões), destinada a ampliar a produção regional.
A capacidade anual chega a aproximadamente 35 GWh, volume que pode abastecer cerca de 300.000 EVs, conforme os cálculos divulgados pela fabricante sul-coreana.
As primeiras células seguirão para a Metaplant e alimentarão o IONIQ 9, antes de também serem utilizadas por futuros modelos Kia e Genesis.
A GM, por outro lado, contabilizou US$ 10,9 bilhões (R$ 55,873 bilhões) em custos ligados aos EVs desde o segundo semestre do ano passado.
Desse total, US$ 7,2 bilhões (R$ 36,907 bilhões) terão impacto no caixa, sendo US$ 4,5 bilhões (R$ 23,067 bilhões) pagos até o fim do segundo trimestre.
Mesmo assim, a companhia elevou a projeção anual de lucro ajustado para US$ 14 bilhões (R$ 71,764 bilhões) a US$ 16 bilhões (R$ 82,016 bilhões).
A estimativa anterior variava entre US$ 13,5 bilhões (R$ 69,201 bilhões) e US$ 15,5 bilhões (R$ 79,453 bilhões), mostrando confiança financeira apesar da retração elétrica.
Duncan Aldred, vice-presidente sênior da GM e presidente da América do Norte, reconheceu em maio que compradores de EVs normalmente permanecem nesse tipo de veículo.
Segundo o executivo, esses consumidores também apresentam maior probabilidade de escolher outro EV na compra seguinte, tornando o retorno aos motores convencionais uma decisão questionável.
A redução de investimentos pode afetar ainda mais a GM fora dos Estados Unidos, onde BYD e outras fabricantes chinesas avançam com portfólios elétricos mais amplos.
Sem lançamentos frequentes, Chevrolet e Cadillac podem preservar resultados imediatos, mas arriscam entregar aos concorrentes uma posição construída justamente durante a expansão dos EVs.
