Uma expedição científica inédita com percurso de 2.700 quilômetros está atravessando Mato Grosso de ponta a ponta para examinar as particularidades do solo do estado.
A 17ª Reunião Brasileira de Classificação e Correlação de Solos (RCC) reuniu especialistas e pesquisadores de diversas regiões do país em um roteiro que começou em Mirassol d’Oeste e segue até Água Boa, com encerramento neste sábado (17).
A jornada passa por seis zonas geográficas distintas — incluindo o Pantanal Mato-Grossense, a Baixada Cuiabana, os planaltos de Jaciara e Primavera do Leste, a Depressão de Paranatinga e a Planície do Araguaia — para a análise direta de 13 perfis de terreno em campo.
O impacto prático das análises para a agricultura e o meio ambiente
O foco central da expedição é testar, validar e aprimorar na prática o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS), cuja 6ª edição passou a vigorar em julho de 2025. As conclusões coletadas ao longo do trajeto servem para atualizar os manuais técnicos utilizados no manejo agrícola e na preservação ambiental.
Entre os principais pontos em estudo estão:
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Áreas de transição ecológica: Comportamento e composição da terra nas divisas entre os biomas Cerrado, Amazônia e Pantanal;
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Manejo de áreas úmidas: Parâmetros de drenagem e conservação em regiões alagáveis;
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Sistemas produtivos de grande escala: Avaliação da capacidade de suporte e nutrição do solo voltado à alta produtividade de grãos e pecuária.
Trabalho de campo e cooperação acadêmica
Para viabilizar as coletas e a logística do trajeto, equipes técnicas realizaram a preparação prévia das trincheiras e poços de amostragem ao longo de meses de mapeamento preliminar. Todo o acervo analítico reunido durante as paradas compõe um Guia de Campo que servirá de referência para futuras pesquisas de mestrado, doutorado e consultoria agrícola.
Esta é a primeira vez que a Reunião Brasileira de Classificação de Solos é realizada integralmente em território mato-grossense. O evento é promovido pelo Núcleo Regional Centro-Oeste da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS), em cooperação com pesquisadores da Unemat, UFMT, IFMT, Udesc e das unidades de Solos e de Gado de Corte da Embrapa.
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