• Home
  • Polícia
  • Estado tenta deixar de ser mero exportador de pluma para virar potência têxtil

Estado tenta deixar de ser mero exportador de pluma para virar potência têxtil

Mato Grosso vive um contraste econômico incômodo: o estado é o maior produtor de algodão do Brasil, abocanhando impressionantes 71% de toda a produção nacional, mas consegue processar industrialmente míseros 3% dessa riqueza dentro de suas próprias fronteiras.

O restante da pluma crua viaja milhares de quilômetros para ser transformada em fios, tecidos e roupas em outros estados ou países, que acabam retendo o verdadeiro lucro da cadeia produtiva.

Para quebrar esse ciclo de exportação de matéria-prima sem valor agregado, o Governo do Estado anunciou uma virada estratégica comandada pelo governador Otaviano Pivetta: um robusto programa de incentivos fiscais desenhado para forçar a verticalização do setor e atrair fiações, tecelagens e confecções para o interior mato-grossense.

A engenharia tributária para atrair bilhares em fábricas

A grande novidade do plano estadual mexe diretamente no bolso do empresário. O novo modelo vai permitir que os produtores de algodão transfiram seus créditos acumulados de ICMS diretamente para as indústrias que se instalarem no estado. Na prática, o mecanismo reduz drasticamente o custo tributário e turbina a competitividade de quem decidir montar fábricas perto das lavouras.

A estratégia também inclui uma série de manobras fiscais — como o diferimento, a suspensão e créditos presumidos de ICMS —, todas moldadas para se adaptarem à nova reforma tributária nacional. Essas ferramentas somam-se a incentivos que já existiam, como os benefícios do Prodeic e a isenção do Fethab para o algodão direcionado às fiações locais.

Logística e energia: As armas além do campo em Mato Grosso

Mais do que oferecer algodão abundante, o governo estadual quer usar fatores estruturais para posicionar Mato Grosso como um dos futuros polos da indústria têxtil da América Latina. O plano se apoia em três pilares:

  • Energia e Mão de Obra: Disponibilidade energética garantida e projetos para a qualificação técnica de trabalhadores locais.

  • Escoamento de Peso: A consolidação do novo terminal ferroviário da Rumo, em Dom Aquino, com capacidade para movimentar 10 milhões de toneladas por ano, criando uma rota expressa para o transporte da produção industrial.

O espelho de Campo Verde e a descentralização do interior

O potencial dessa transição não é apenas teórico. O município de Campo Verde já serve de vitrine para o projeto: a cidade abriga cinco indústrias de fiação e beneficiamento, sendo sozinha a responsável por gerar 6% de todos os fios de algodão do Brasil.

O objetivo do governo agora é replicar o sucesso de Campo Verde em outras regiões produtoras. Em vez de concentrar o desenvolvimento na capital ou em poucas cidades, a estratégia foca em espalhar polos de tecelagem, malharia e confecção pelo interior, transformando o mapa do emprego em Mato Grosso e garantindo que a riqueza gerada pela terra permaneça, de ponta a ponta, dentro do estado.

Google Notícias

Siga o CenárioMT

Receba em primeira mão nossas notícias, tendências e exclusivas.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Ingressos para o show de Roberto Carlos em Rondônia chegam a mais de R$ 1,2 mil com Bistrô Privilege esgotado

O que você precisa saber Os valores dos ingressos para o show de Roberto Carlos…

Rádio Nacional transmite clássico Flamengo x Corinthians neste domingo

A Rádio Nacional transmite neste domingo (13) às 17h o clássico nacional válido pela 27ª…

MC Guimê encerra carreira no funk após 17 anos de trajetória musical

MC Guimê em momento reflexivo sobre a transição de sua carreira. (Foto: Reprodução/Instagram) O cantor…