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Bruxelas quer priorizar carros com conteúdo local, e Reino Unido tenta entrar no Made in EU para proteger vendas de sua indústria

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O Brexit continua cobrando o Reino Unido em mais um imbróglio envolvendo o continente europeu e aqui, como seria de imaginar, incluindo os automóveis na pauta do dia.

Andy Burnham, primeiro-ministro britânico, não está contente com a política de Bruxelas sobre o mercado automotivo da União Europeia, já que a sede do bloco criou um novo selo: “Made in EU”.

Não se trata simplesmente de um selo, mas da chamada Lei do Acelerador Industrial, que é parte de um esforço mais amplo da UE para ajudar as indústrias locais a competir com os produtores estrangeiros.

Estes últimos seriam aqueles que não estão sujeitos às rigorosas regulamentações e aos preços mais elevados da energia na Europa, segundo a Reuters.

Obviamente, como não faz mais parte do bloco devido ao Brexit, o Reino Unido quer fazer parte da nova ação da União Europeia como um “parceiro confiável”, nas palavras de Burnham.

Ele insiste ainda que defenderá a posição do Reino Unido na nova estratégia de defesa da União Europeia contra a enxurrada de marcas chinesas que desembarcam no continente.

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A capital da Bélgica, sede da UE, quer mais proteção para reduzir a dependência da China de tecnologias verdes, em especial de painéis solares, além de sistemas mais eficientes de carros elétricos.

A ideia é instar os governos do bloco a comprarem mais veículos e tecnologias automotivas com mais conteúdo local e de baixo carbono, por meio de subsídios, leilões públicos ou mesmo compras públicas.

O objetivo do “Made in EU” é um aporte anual de mais de € 2 bilhões por parte dos governos, representando assim 14% do produto econômico da União Europeia.

Para o Reino Unido, fazer parte dessa ação é fundamental para elevar as vendas de carros e tecnologias automotivas feitas nas ilhas britânicas diante do avanço progressivo dos chineses.

No entanto, a questão do Made in EU ainda é controversa, uma vez que Islândia, Noruega e Liechtenstein  são associados aos 27 membros, assim como possivelmente agora o Canadá.

Então, há muita margem para o governo britânico manobrar politicamente para se chegar a um acordo e incluir a indústria local do ex-integrante do bloco.

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